terça-feira, 18 de outubro de 2016

A "mãozinha" de Francisco

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Tony Cabelos, PSD, foi um dos eleitos
com uma "mãozinha" do prefeito Francisco 
José Júnior

Não foi de toda fracassada a empreitada eleitoral de 2016 do prefeito Francisco José Júnior, o Francisco do último pleito.

Pelo menos no que depender do que o próprio Francisco tem afirmado em suas lives no Facebook pós eleição, onde tem buscado se autoafirmar depois de ter desistido da disputa a reeleição no meio do caminho.

Ele tem contabilizado como "sucesso nas urnas" a vitória de 13 candidatos a vereador oriundos das coligações proporcionais da base que lastreavam a sua então candidatura, que era formada por 14 partidos.


Dentre os quais destaca-se a eleição de Tony Cabelos, PSD, do seu próprio partido, que foi o terceiro mais votado do ultimo pleito e assegurou uma das cadeiras no legislativo mossoroense. 

De fato atribui-se a "mãozinha" do prefeito, tal conquista por parte do até então desconhecido candidato, a despeito do seu trabalho junto à comunidade do bairro Dom Jaime Câmara.

Não há como negar o feito eleitoral com a marca de Francisco, pois quem caminhou ao lado de Tony Cabelos foi nada mais nada menos do que o irmãozinho ex-deputado Francisco José, que "em nome do filho" queimou a soleira do sapato e para ele pediu voto de casa em casa, tendo por trás a estrutura da prefeitura de Mossoró.

Um outro mencionado nas rodas de conversas e vitorioso nas urnas que contou com a "mãozinha" do prefeito, foi Didi de Arnor, PRB, que também ao abocanhar uma vaguinha no legislativo, deixou para trás dois colegas de partido tidos como favoritos à disputa, Gilson Cardoso e Gerson Nóbrega.

No caso de Tony Cabelos, sua eleição com a "mãozinha" do prefeito teria cumprido uma dupla função. 

Uma delas, assegurar assentos na Câmara Municipal, sobre os quais o ainda prefeito Francisco José Júnior possa vir a ter alguma ascendência quando ele sem mandato tiver, ou seja, já no próximo período legislativo. 

A outra função seria a de fazer "sobrar na curva" o atual presidente da Câmara, vereador Jório Nogueira, com quem o prefeito trava uma contenda silenciosa de priscas épocas, mesmo sendo os dois do mesmo partido. 

Um tinha ao outro como uma espécie de inimigo oculto. 

O que na prática aconteceu e Jório ficou apenas na primeira suplência.

Não é atoa, que, o que se ouvia nos corredores da Câmara Municipal, era que mesmo com seu desgaste, o prefeito Francisco José Júnior pode até não eleger os seus "pimpolhos" mas, deselege um bocado.

Conta feita e mais da metade dos vereadores não voltarão em primeiro de janeiro.

Não foi por falta de aviso, portanto, sobre o estrago que a "mãozinha" do prefeito poderia fazer na última eleição.

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