sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Chefes de facção são trazidos para o Mossoró após 11 mortes em prisão de Roraima

Transferência de sete detentos ocorreu na manhã desta quinta-feira (27). 
No dia 16, presos de facções rivais entraram em confronto e 10 morreram. 


















Sete presidiários identificados como chefes de uma organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios de Roraima foram transferidos na manhã desta quinta-feira (27) para o presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. 

Antes de serem levados ao aeroporto, detentos 
passaram pelo IML (Foto: Inaê Brandão/G1 RR) 

Os presos, que são considerados de alta periculosidade, seriam os líderes da facção que em confronto com integrantes de um grupo rival assassinou dez detentos e feriu outros seis dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, no dia 16 de outubro. No dia 21, outro detento foi morto no presídio. 

A transferência dos detentos começou às 6h15 (8h15 de Brasília), quando os presos foram levados do Centro Comando de Policiamento da Capital (CPC), onde estavam custodiados desde o início da semana. 

Além dos sete presos ligados à facção criminosa, os detentos Antônio Alves da Silva, Rafael Sampaio Rocha Lima, Rogério Cabral do Nascimento Júnior e Gerson da Silva Melo, irmão do deputado George Mel (PSDC), detidos na operação 'Cartas Marcadas', foram transferidos para o presído de Mossoró, segundo o Ministério Público de Roraima. A ação investiga fraude e desvio de dinheiro na Assembleia Legislativa de Roraima. 

Em seguida, eles passaram pelo Instituto Médico Legal, e depois foram levados ao Aeroporto Internacional de Boa Vista Atlas Brasil Cantanhede. No local, os presos embarcaram em um avião da Polícia Federal que decolou às 8h10 (10h10 de Brasília). A ação foi conduzida por agentes do Bope, Força Tática, Giro e PF e Dicap. 

A transferência dos presidiários foi determinada pela Justiça Federal e acolhida pelo juiz auxiliar da Vara de Execução Penal, Marcelo Oliveira. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico na quarta-feira. 

Conforme a publicação, devem ser transferidos os presos Herculano Santos de Souza, Francivaldo dos Santos Calazans, Richardson Santos de Souza, Francisco Valente de Mesquita, Evaldo Lira Almeida, Ramon Michel dos Santos Darros e Wilson da Silva Lopes. 

Entre os crimes cometidos pelos detentos estão homicídio, roubo, tráfico de drogas, associação criminosa e falsidade ideológica. Eles devem ficar em Mossoró por pelo menos 60 dias. 

Confronto entre presos 














No dia 16 de outubro, dez presos morreram e seis ficaram feridos durante um confronto entre integrantes de uma facção rival. Durante o a briga, 100 familiares de presos foram feitos reféns na unidade. 

Após as mortes, o governo transferiu presos, mas no sábado (21) outro presidiário foi assassinado na penitenciária. 

Na segunda-feira (24), a Delegacia Geral de Homicídios informou que 50 presos são suspeitos de envolvimento nas mortes que ocorreram na penitenciária. Todos estão sob investigação. 

Na terça (25), a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) emitiu um comunicado oficial onde condena o ocorrido na unidade e exige que o governo investigue as mortes.



G1 RR


Nenhum comentário:

Postar um comentário