quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Em debate, Trump diz que decidirá 'na hora' se aceita resultado da eleição

Hillary e Trump voltaram a trocar ataques em último debate presidencial.
Discussão abordou economia, defesa, imigração e Oriente Médio.


 Hillary Clinton e Donald Trump se enfrentaram diretamente pela última vez antes das eleições em um terceiro debate na noite de quarta-feira(19). O encontro aconteceu na Universidade de Nevada, em Las Vegas, e teve mediação de Chris Wallace, âncora da emissora Fox News.
Na parte mais polêmica, ao ser questionado se irá aceitar o resultado da eleição, independente de qual seja, Trump disse que vai "olhar isso na hora", não agora. Ele voltou a levantar suspeitas sobre o processo eleitoral, acusando a imprensa de desonestidade. "Não estou avaliando nada agora. Vou olhar na hora", disse. Pressionado mais uma vez, afirmou: "O que estou dizendo agora é que vou dizer na hora. Vou mantê-los em suspense, ok?"

Hillary reagiu dizendo que esse é um padrão de Trump, que também já acusou o prêmio  Emmy de ser fraudado quando seu reality show "The apprentice" perdeu, e insinuou ainda que o FBI havia sido corrompido quando este deu um parecer que livrava a democrata de uma acusação no caso dos servidor de e-mails. Ela afirmou que o republicano está denegrindo a democracia dos EUA com esse discurso.
A 20 dias das eleições, que acontecem em 8 de novembro, Hillary lidera as pesquisas de intenções de votos.
Sem cumprimentos
Assim como aconteceu no segundo debate, em 9 de outubro, os candidatos não se cumprimentaram ao serem anunciados.
O primeiro assunto da noite foi a Suprema Corte, já que o próximo presidente terá que indicar um substituto para o juiz Antonin Scalia, morto este ano. Hillary respondeu que espera que o Senado aprove a indicação feita por Obama, sugerindo que deve manter a sugestão de Merrick Garland para o cargo. "A Suprema Corte deve representar a todos nós", disse, afirmando que, a esta altura da história, o país não pode voltar atrás na igualdade de gêneros, nos direitos LGBT e outros temas.
Trump respondeu que sua indicação será a de alguém "pró-vida" e que irá apoiar a Segunda Emenda (que garante o direito a ter armas) e interpretar a constituição do jeito que "ela foi feita para ser".
A resposta deu início a uma discussão sobre o porte de armas, com Hillary reafirmando que não é contra esse direito, mas defendendo medidas mais severas de checagem. "Não vejo conflito em salvar as vidas das pessoas e defender a Segunda Emenda".
Hillary Clinton durante o terceiro e último debate presidencial na Universidade de Nevada, em Las Vegas, na quarta (19) (Foto: AP Photo/John Locher)
A polêmica continuou com a discussão sobre o aborto. Trump admitiu que, como deve indicar alguém "pró-vida" para a Suprema Corte, acha natural que a decisão de liberar o aborto seja revogada. Antes, porém, tentou evitar uma resposta direta, afirmando que cada estado deveria poder decidir por si.
Hillary respondeu que não acredita que o governo deva decidir algo tão pessoal e importante na vida de uma mulher. Ela disse ainda que a decisão de fazer um aborto não é algo simples e que em geral é a mais difícil e triste decisão que uma mulher e sua família precisam tomar.
*G1

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