quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Prejuízo da Eletrobras sobe para R$ 6,1 bi com investigações

A conclusão das investigações independentes na Eletrobras relacionadas à identificação de atos ilícitos na companhia e suas subsidiárias levou a estatal a anotar um prejuízo de 2014, após ajustes, de R$ 6,157 bilhões.
O montante é mais de duas vezes superior às perdas inicialmente reportadas, de R$ 2,962 bilhões. Já o prejuízo de 2015, que foi anteriormente publicado como sendo de R$ 14,953 bilhões, ficou, após ajustes, em R$ 11,917 bilhões.

Com isso, na prática, as perdas da Eletrobras, após a conclusão do trabalho de investigação, ficou R$ 158,629 milhões maior do que a inicialmente anotada, considerando a soma dos dois anos.
Conforme explicou a Eletrobras, para fins de registro, optou por fazer todos os ajustes atribuíveis a períodos anteriores a 2014 nas Demonstrações Financeiras relativas a 2014.
Apenas os montantes identificados como sendo atribuíveis a pagamentos ilegais e que se referem a contratos ou alterações firmados depois de dezembro de 2014 é que foram ajustados nas Demonstrações Financeiras de 2015.
Com isso, no formulário referente a 2014, foi anotada uma despesa com custos de R$ 195,127 milhões que tinham sido indevidamente capitalizados nos ativos.
Por projeto, Angra 3 respondeu por uma baixa de R$ 129,799 milhões em 2014 e de R$ 11,514 milhões em 2015. Já Mauá 3 foi responsável por uma perda de R$ 62,684 milhões em 2014 e de R$ 4,482 milhões em 2015.
Por fim, o projeto envolvendo a Usina de Simplício resultou em baixa apenas em 2014, de R$ 2,644 milhões.
Além disso, foi registrada uma perda de R$ 91,464 milhões por meio do método de equivalência patrimonial “em relação a certo investimento em empresa não controlada pela companhia”, cujo nome não foi divulgado.
*Estadão 


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