terça-feira, 11 de outubro de 2016

Vereador Francisco Carlos alerta: ‘Total precarização da saúde’

 
O vereador Professor Francisco Carlos (PP) protestou contra o que considera precarização do sistema de saúde municipal, nesta terça-feira (11), na sessão da Câmara Municipal de Mossoró. Ele justificou o quadro a hospitais e Unidade Básica de Saúde (UBS) fechados, débitos vultosos com unidades hospitalares e o risco de encerramento das atividades no Hospital da Solidariedade, que trata pacientes com câncer, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


O parlamentar também cobrou posicionamento das secretarias de Saúde do Estado e do Município, para quitar débitos e regularizar os serviços.
“O problema assusta por sua dimensão. Hospitais e UBS estão fechados. Não temos transporte para transplantados. Recursos não são repassados, e o Hospital do Câncer pode parar de atender. É uma total precarização da saúde local. A Secretaria de Saúde precisa se pronunciar e dizer por que os recursos foram repassados”, pontuou.
De acordo com o Ministério da Saúde, os recursos do SUS previstos para o Hospital da Solidariedade já foram destinados ao Município. No entanto, até o momento, não foram repassados à unidade hospitalar. O risco de fechamento levou dezenas de funcionários e pacientes do hospital a protestarem no plenário da Câmara Municipal, na sessão desta terça-feira.
Wilson Rosado
Os descasos com a saúde municipal, denunciados por Francisco Carlos, também atingem a rede particular. A Prefeitura de Mossoró já acumula dívida superior a R$ 3 milhões junto ao Hospital Wilson Rosado, referente a cinco meses de atraso no repasse pelo atendimento oncológico do SUS.
“É necessário que a secretária de Saúde se pronuncie. Que o destino desses recursos seja esclarecido. É uma situação muito grave, pela quantidade de serviços precarizados”, pontuou.
Anestesia
Outro problema citado pelo vereador é o atraso no pagamento dos médicos anestesiologistas que prestam serviço ao município. Segundo informações repassadas pela direção da Clínica de Anestesiologia de Mossoró, o atraso nos repasses soma dois meses. Inclusive, há ameaças de paralisação das atividades.

            

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