quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Temer diz que 'não muda nada' na relação entre Brasil e EUA

Presidente deu entrevista a uma rádio de Minas na manhã desta quarta.
Segundo o Palácio do Planalto, Temer vai parabenizar Trump por telefone.


O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (9), em entrevista à rádio Itatiaia, que a eleição de Donald Trump não muda nada na relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, a relação entre os dois países é "institucional", de "estado para estado".

“Não [muda nada na relação], tenho dito com muita frequência que a relação do Brasil com os Estados Unidos, assim como com os demais países, é uma relação institucional. Ou seja, de estado para estado [...] Tenho certeza que lá as coisas irão muito bem, a nossa relação é institucional. Estou contando cumprimentar o presidente pela eleição e não muda nada na relação Brasil e Estados Unidos”, afirmou o presidente.

Trump, que é do partido republicano, foi eleito em votação nesta terça-feira (8). Ele derrotou a candidata democrata Hillary Clinton, considerada favorita pelas pesquisas nos Estados Unidos.
De acordo com a assessoria do Palácio do Planalto, Temer vai ligar para Trump para parabenizá-lo ainda nesta quarta. Ainda segundo o Planalto, o presidente considerou equilibrado o tom do primeiro discurso de Trump após o resultado. Na fala, o novo presidente norte-americano disse que pretende unir o país e que quer governar para todos cidadãos dos Estados Unidos.
Repercussão pelo mundo
A vitória de Donald Trump provocou reações pelo mundo que vão desde o espanto até a euforia de alguns líderes de direita.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, enviou em um telegrama ao presidente eleito dizendo esperar uma melhora nas relações russo-americanas. Expressou a “esperança de que [seja realizado] um trabalho mútuo para tirar as relações entre Rússia e Estados Unidos de sua situação crítica” e “disse estar certo de que será iniciado um diálogo construtivo entre Moscou e Washington”.
Jean-Marie Le Pen, dirigente histórico da extrema-direita francesa e ex-presidente da Frente Nacional, disse "hoje, os Estados Unidos! França, amanhã! Parabéns!”
*G1

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