terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Chefes de facção deixam Alcaçuz e devem ser transferidos

Chefes de facção que promoveu matança em Alcaçuz são transferidos (Foto: Jocaff Souza/ G1 RN)
Cinco presos deixaram a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, na tarde desta segunda-feira (16). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública,  esses detentos estariam entre os chefes da facção que promoveu a matança de presos entre o sábado (14) e o domingo (15) dentro da unidade. Eles foram levados para a Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em Natal, para prestar depoimento a uma comissão de delegados e, de lá, serão transferidos para outra unidade prisional. Por questões de segurança, o governo não informou para qual presídio eles serão levados.

Os presos transferidos foram Paulo da Silva Santos, João Francisco do Santos, José Cândido Prado, Paulo Márcio Rodrigues de Araújo e Thiago Souza Soares.
Neste fim de semana, 26 detentos de Alcaçuz morreram em uma rebelião que durou mais de 14 horas.
Segundo o secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc), Wallber Virgolino, a rebelião em Alcaçuz começou na tarde do sábado logo após o horário de visita. O secretário disse que os presos do pavilhão 5, que abriga integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), usando armas brancas, quebraram parte de um muro e invadiram o pavilhão 4, onde há presos que integram o Sindicato do Crime, facção criminosa rival do PCC. Ainda de acordo com Virgolino, todos os 26 mortos são do Sindicato.
Os presos amanheceram a segunda-feira em cima dos telhados dos pavilhões com paus, pedras e facas nas mãos, além de bandeiras com as siglas de facções criminosas. A Sejuc nega que a rebelião tenha sido retomada, mas diz que a situação é tensa dentro da unidade. Por volta das 11h50 a Polícia Militar entrou na área dos pavilhões e os detentos desceram dos telhados.
A Polícia Militar, com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e Grupo de Escolta Penal (GEP) retirou do presídio os cinco detentos apontados – segundo investigações das forças de segurança do Rio Grande do Norte – como os chefes da rebelião que terminou com presos mortos e feridos.
Após negociação, PM, GOE e GEP fizeram buscas nos pavilhões 4 e 5 e conseguiram identificar os cinco suspeitos, que foram encaminhados para a Polícia Civil, onde serão interrogados pelas autoridades competentes.
*G1

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