sábado, 21 de janeiro de 2017

Mulheres fazem protestos contra Trump nos Estados Unidos



Centenas de milhares de mulheres e apoiadores se reúnem em Washington e em outras cidades dos Estados Unidos, neste sábado (21), para protestar. A "Marcha das Mulheres" protesta contra os posicionamentos sexistas do presidente Donald Trump, que tomou posse na sexta-feira (20), e também para pedir mais respeito às mulheres, aos imigrantes, aos muçulmanos, aos deficientes físicos. Este protesto também acontece em diversas partes do mundo.


Os organizadores esperavam reunir 200 mil pessoas em Washington e avançar dois quilômetros pelo National Mall, mas a manifestação recebeu mais apoio do que o esperado. A organização diz que 500 mil pessoas participaram na capital. Por volta das 14h locais (17h, pelo horário de Brasília), os organizadores divulgaram que a manifestação estava tão grande que não seria possível marchar.

A marcha também teve que ser cancelada, devido ao tamanho maior do que o esperado, em Chicago, onde 150 mil pessoas foram às ruas, de acordo com o jornal "Washington Post". Em Los Angeles, a polícia disse que participa~ram mais de 500 mil pessoas. Um porta-voz afirmou que a multidão se "derramava" pelas ruas adjacentes ao perímetro previsto para o protesto. Também foi registrado grande número de pessoas em Boston, Nova York, Miami e Denver.

Em Washington, os manifestantes ouviram vários cantores e oradores, como o cineasta Michael Moore, a atriz Scarlett Johansson, a lendária defensora dos direitos civis Angela Davis e Madonna.

Grande parte das mulheres usou um gorro rosa com orelhas de gatinho, fazendo um trocadilho com a palavra "pussy", que em inglês significa "gatinho" e também é usado em tom pejorativo para se referir ao órgão sexual feminino. A palavra faz referência direta a um áudio de 2005 vazado durante a campanha eleitoral em que o então candidato afirma: "quando você é uma estrela, (as mulheres) deixam você fazer o que quiser. Pode agarrá-las pela...".

A organização do chamado "PussyHatProject", liderada por duas costureiras da Califórnia, declarou ter recebido mais de 60 mil gorros para a passeata.



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