terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ES abre procedimentos contra 155 policiais envolvidos na paralisação

A Polícia Militar do Espírito Santo publicou, nesta terça-feira (14), no Diário Oficial do Estado, a instauração dos primeiros Inquéritos Policiais Militares (IPMs) e processos administrativos que podem terminar na demissão de 155 militares envolvidos no aquartelamento.

Na segunda-feira (13), o governo do estado anunciou que seriam publicados os procedimentos contra 161 policiais, mas no Diário Oficial foram encontrados 155. O G1 aguarda um posicionamento da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) sobre a diferença entre os números.

Depois da publicação no Diário Oficial, as mulheres que fazem o protesto em frente aos quarteis informaram que uma reunião na manhã desta terça-feira vai decidir o que será feito sobre os indiciamentos.
Inquéritos
As publicações são dos primeiros inquéritos instaurados de 703 policiais militares investigados. Caso sejam condenados, os militares podem pegar de 8 a 20 anos de detenção.
A condução dos inquéritos vai ficar a cargo da Corregedoria da PM. Quando concluídos, serão encaminhados para o Juízo de Direito da Vara da Auditoria Militar, que vai enviar o processo para análise da Promotoria de Justiça junto à Vara da Auditoria Militar. Segundo o Ministério Público Estadual, cabe a um promotor avaliar cada inquérito e decidir se denuncia os militares e propõe uma ação penal ou se arquiva os casos.
Os processos de demissões têm prazo inicial de 30 dias para serem concluídos, segundo o governo.
Foram publicados os inquéritos de dois tenentes-coronéis; um major; e um capitão da reserva remunerada.
Além disso, foram publicados o “Procedimento Administrativo Disciplinar Rito Ordinário”, para quem tem menos de 10 anos de PM, ou Conselho de Disciplina, para quem tem mais de 10 anos de PM, dos policiais militares.
*G1

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