sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Fuzileiros navais buscam celulares, armas e drogas em cadeia de Natal

'Varredura' acontece nesta sexta (17) na Cadeia Pública de Natal.Esta é a 4ª unidade do estado a ser vasculhada por militares da Marinha.

Agentes penitenciários e PMs também participam da Operação Varredura (Foto: G1/RN)

Agentes penitenciários e PMs também participam da Operação Varredura (Foto: Rondinelle Freire)

Fuzileiros navais realizam nesta sexta-feira (17), Cadeia Pública de Natal, como também é conhecido o Presídio Provisório Raimundo Nonato Fernandes, mais uma etapa da operação 'Varredura' - como está sendo chamado o trabalho de revista feito por militares da Marinha do Brasil nas unidades prisionais do Rio Grande do Norte. Agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (GOE) e policiais militares também participaram da operação.


Até o momento, já foram inspecionadas a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), a Penitenciária Agrícola Dr. Mario Negócio e a Cadeia Pública de Mossoró.

Com cães farejadores, detectores de metal e aparelhos de raio-x, os fuzileiros só ingressam na unidade após os agentes do GOE fazerem a contenção e retirada dos detentos das carceragens. Na área externa, outros militares da Marinha fazem o controle do acesso ao presídio com o apoio da Polícia Militar.

Três presídios já revistados

A primeira unidade revistada foi a Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal. Foi no dia 10 deste mês. Na ocasião, apesar de o presídio possuir bloqueadores de sinal de celular, oito telefones foram apreendidos, além de facas artesanais e drogas.

Já no dia 13, também em Mossoró, os fuzileiros fizeram buscas por materiais ilícitos na Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio. Celulares, armas brancas e drogas também foram encontrados.

Na quarta-feira (15) foi a vez da Cadeia Pública de Mossoró, onde foram encontrados 7 celulares, 14 baterias, 13 chips de celulares,112 armas brancas, 56 materiais suspeitos de serem narcóticos, e 261 outros itens proibidos, como pinças, cortadores de unha e alicates.

Decreto presidencial

De acordo com o decreto assinado pelo presidente Michel Temer, as ações realizadas pelas forças armadas dentro dos presídios do país visam a "detecção de armas, aparelhos de telefonia móvel, drogas e outros materiais ilícitos ou proibidos".

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