terça-feira, 11 de abril de 2017

Sérgio Côrtes é o quarto da 'farra dos guardanapos' a ser preso

Fernando Cavendish e Wilson Carlos em uma das fotos da reunião que ficou conhecida como

Principal alvo da operação Fatura Exposta, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (11), o ex-secretário estadual de Saúde Sérgio Côrtes estava entre os integrantes do encontro que ficou conhecido como a "farra dos guardanapos".

Uma foto, que veio a público em 2012, publicada pelo blog do ex-governador Anthony Garotinho, mas que havia sido feita em 2009, em Paris, mostra Côrtes e outros acusados de envolvimento em esquemas de desvio de dinheiro público confraternizando e usando guardanapos amarrados na cabeça.

Na imagem, à esquerda, está o ex-secretário de Saúde; junto dele aparecem o dono da empreiteira Delta Construções, Fernando Cavendish, e o secretário de Governo durante os mandatos de Sérgio Cabral, Wilson Carlos. Cavendish, que foi preso durante a operação Saqueador, cumpre atualmente prisão domiciliar, enquanto Wilson está preso em Bangu 8, junto com Cabral.

Além do trio, também faziam parte da comitiva que foi à capital francesa o próprio ex-governador Sérgio Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo - acusada de lavagem de dinheiro desviado pelo marido e que também está em prisão domiciliar.

R$ 300 milhões desviados

Sérgio Còrtes e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita foram presos pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (11), na operação Fatura Exposta, deflagrada a partir da delação premiada de César Romero, que trabalhou com Côrtes na Secretaria Estadual de Saúde.

Romero relatou aos investigadores fraudes em licitações de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Os investigadores afirmam que, entre 2006 e 2017, os desvios chegaram a R$ 300 milhões, segundo informações do RJTV.

A operação também apura desvios na Secretaria de Estado de Saúde, com o pagamento de propina para a organização criminosa comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral. O esquema também envolveria pregões internacionais, com cobrança de propina de 10% nos contratos, nacionais e internacionais.

*G1

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