terça-feira, 16 de maio de 2017

Temer diz que delação premiada é 'excepcional', mas se 'banalizou'

O presidente Michel Temer, durante entrevista à Rede Vida (Foto: Marcos Corrêa/PR)

presidente Michel Temer afirmou em entrevista exibida nesta segunda (15) pela Rede Vida que a delação premiada tinha que ser "excepcional", mas se "banalizou". Ele fez a avaliação ao ser questionado sobre se as delações viraram "feijão com arroz".

Temer é um dos diversos políticos citados nos depoimentos dos ex-executivos da empreiteira Odebrecht que fecharam acordo de delação com o Ministério Público.


Além desses 77 ex-dirigentes da construtora, outros vários ex-diretores da Petrobras, ex-funcionários de empresas e políticos também fecharam acordo para contar, em troca da redução da pena, o que sabem sobre o esquema de corrupção que atuou na estatal.

"Virou feijão com arroz. [...] A delação é algo importante, mas é algo também excepcional. O delator é chamado para contar, para ter dados investigatórios, não para ter dados condenatórios. As delações precisam ser confirmadas, eu não quero tirar a importância. Mas só em uma empresa foram 77 delatores, da Odebrecht, aí banalizou um pouco. Enfim, são fatos repetitivos e não sei se isso é o melhor", afirmou o presidente.

Na sequência, ao acrescentar ser chefe do Poder Executivo, Temer disse que não faria mais declarações. "Digo uma palavra e já dizem que 'o presidente disse que delação é feijão com arroz' e eu não quero isso".

Sobre a "linha de corte" para ministros citados em delações na Lava Jato, o presidente voltou a dizer que só afastará o auxiliar que vier a ser denunciado pelo Ministério Público por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção e só o demitirá se o Supremo Tribunal Federal acolher a denúncia, o que tornaria o ministro réu. "[É uma] linha de corte muito adequada", acrescentou.

Ao todo, com base nos depoimentos dos delatores da Odebrecht, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, autorizou inquéritos para investigar oito ministros do governo, entre os quais Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco, os dois do PMDB e principais conselheiros políticos do presidente. Eles negam qualquer envolvimento em irregularidades.

*G1


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