quinta-feira, 29 de junho de 2017

Renan deixa liderança do PMDB e ataca Temer: 'Postura covarde'

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

senador Renan Calheiros (AL) anunciou nesta quarta-feira (28) em plenário que decidiu deixar a liderança do PMDB no Senado. A escolha do novo líder será no próximo dia 4.

Segundo a colunista do G1 Andréia Sadi, o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), articula para o senador Garibaldi Alves (RN) assumir o posto. Garibaldi, porém, nega interesse na vaga e defende que Raimundo Lira (PB) substitua Renan.


Ex-presidente do Congresso Nacional, Renan passou a ocupar a função no início deste ano e, desde então, tem adotado postura contrária ao governo do presidente Michel Temer, criticando, principalmente, as reformas da Previdência Social e trabalhista.

Na sequência do discurso, Renan fez duras críticas ao governo e afirmou que não serve para ser "marionete".


Ao plenário, o senador acrescentou que, se permanecesse na função, isso significaria que ele havia decidido ceder às exigências de um governo que trata o PMDB como um "departamento" do Poder Executivo.

'Vocação para marionete'

Ao dizer que não tem "a menor vocação para marionete", Renan Calheiros afirmou que o governo do presidente Michel Temer não tem credibilidade para conduzir as reformas propostas ao Congresso Nacional.

Para o senador, as reformas sacrificam os mais pobres e discriminam regiões e, por isso, ele decidiu "ficar com a sociedade".

"Estamos diante da degradação do bicameralismo, com a imposição da vontade de uma Casa à outra, sobretudo quando essa vontade é contrária aos direitos das pessoas mais pobres. Cabe-nos aceitar a situação ou reagir a ela. De minha parte, não tenho a menor vocação para marionete. O Governo não tem credibilidade para conduzir essas reformas exageradas, desproporcionais, que, antes de resolverem o problema, agravam a questão social."

Postura 'covarde' de Temer

No discurso, de pouco mais de 15 minutos, Renan Calheiros disse, ainda, que não "detesta" Michel Temer, mas não "tolera" a postura "covarde" do presidente de "desmonte" das leis trabalhistas.

Ao avaliar que a situação política do país é "gravíssima", o senador acrescentou, na sequência, que a crise tem se aprofundado todos os dias e, por isso, cabe ao Congresso Nacional defender os interesses do país, sem que os parlamentares se apeguem a cargos no governo.


*G1



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