terça-feira, 29 de agosto de 2017

André Fufuca diz que Câmara não votará reforma política nesta terça-feira

Presidente em exercício da Casa afirmou que na quarta-feira pode ser analisado o texto sobre fim das coligações e cláusula de barreira. Discussão sobre distritão e fundo continua sem consenso.


Deputados tentam chegar a consenso antes que Reforma Política seja levada para votação
O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Fufuca (PP-MA), disse que a Casa naõ deve votar nenhum texto sobre reforma política nesta terça-feira (29). Ele afirmou que na quarta (30) pode ser analisado o projeto que prevê uma cláusula de barreira e o fim das coligações partidárias. Segundo o deputado, mudanças no sistema eleitoral (distritão ou distritão misto) e a criação de um fundo eleitoral seguem sem consenso.
Fufuca participou de uma reunião com líderes partidários para definir a pauta da semana. Após o encontro, na residência oficial da Câmara, ele disse que a votação acertada entre as lideranças para esta terça é a de três destaques (sugestões de mudança) da nova taxa de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O texto-base foi aprovado na semana passada.
Ele está no comando da Câmara enquanto o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ocupa a Presidência da República. O presidente Michel Temer viajou para agenda oficial na China, e Maia é o primeiro na linha sucessória.
"A previsão se mantém a mesma de ontem. Nós votaremos os três destaques e temos a previsão de colocar amanhã a PEC [sobre coligações e cláusula de barreira] da [deputada] Sheridan amanhã. Acredito que a outra PEC [sobre sistema eleitoral e fundo partidário] chegará numa decisão no mais tardar no fim desta semana, no começo da outra", afirmou Fufuca.
"Você tem 513 cabeças pensantes no Congresso, então é difícil chegar no consenso em alguma matéria. Pode não ter unanimidade, mas tem uma certa unidade e vamos colocar aquele que tiver a votação necessária para ser aprovada", completou o deputado.
O Congresso corre contra o tempo para tentar fechar uma reforma. Para que as mudanças eleitorais em discussão possam valer nas eleições de 2018, terão de ser aprovadas em dois turnos na Câmara e no Senado até o início de outubro, um ano antes do pleito.
Também presente na reunião, o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), não basta aprovar apenas o fim das coligações e a cláusula de barreira. "Acho que se [a PEC do] sistema eleitoral não estiver acoplada, nós não saíremos e não avançaremos na reforma", afirmou.
De acordo com o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE), a falta de consenso ocorre porque cada partido está pensando "no próprio umbigo".
"Lamentavelmente mais uma vez cada partido esta olhando para o seu próprio umbigo e não vai sair reforma política nenhuma", disse.
*G1 RN

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