quinta-feira, 7 de setembro de 2017

'Pacto de sangue' entre Lula e Odebrecht envolveu propina de R$ 300 milhões, diz Palocci

Lula durante protesto em São Paulo no dia 20 de julho de 2017 (Foto: (AP Photo/Andre Penner)

Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, prestou depoimento nesta quarta-feira (6) ao juiz Sérgio Moro no inquérito que apura o pagamento de R$ 12 milhões de propina da Odebrecht para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na forma de um apartamento e na compra de um terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula.

Palocci também foi questionado sobre outros assuntos e respondeu a todas as perguntas. Ele disse:


- Que Lula tinha um "pacto de sangue" com Emilio Odebrecht que envolvia um "pacote de propina": um terreno para o Intituto Lula, o sítio para uso da família do ex-presidente, além de R$ 300 milhões, e que Lula sabia que se tratava de dinheiro sujo.

- Que as propinas foram pagas pela Odebrecht para agentes públicos "em forma de doação de campanha, em forma de benefícios pessoais, de caixa um, caixa dois".

- Que foram pagos R$ 4 milhões da Odebrecht para o Instituto Lula.

- Que ele e Lula tentaram atrapalhar os trabalhos da força-tarefa da Lava Jato.

Palocci está preso desde setembro do ano passado e já tem uma condenação a 12 anos de prisão na operação Lava Jato. Depois do depoimento, ele foi levado de volta à carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, onde segue preso.

A defesa de Lula diz que Palocci fez "acusações falsas e sem provas" enquanto negocia delação com Ministério Público.

*G1 



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