sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Violência deixa milhares de alunos sem aulas no Rio; universidades suspendem atividades na Zona Sul



Quinto dia seguido do operações policiais em várias comunidades do Rio deixa milhares de estudantes sem aulas.escolas e universidades particulares também suspenderam aulas.

Militares avançam nas ruas da Rocinha (Foto: Reprodução/TV Globo) Militares avançam nas ruas da Rocinha (Foto: Reprodução/TV Globo)
Militares avançam nas ruas da Rocinha (Foto: Reprodução/TV Globo)



Um total de 6.995 estudantes de unidades escolares públicas estão sem aulas em várias regiões do Rio, como a Rocinha, Vila Canoas, Vidigal, Gávea, Chapéu Mangueira, Copacabana - todas na Zona Sul; além de Complexo do Alemão, Tomás Coelho, Morro do Queto, em Sampaio, Juramento, Acari e Pavuna, na Zona Norte, nesta sexta-feira (22), segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME).
No total, 11 escolas, 7 creches e 8 Espaços de Desenvolviemnto Infantil (EDIs) estão sem aulas. Na Rocinha, 6 escolas, 2 creches e 1 EDI ficaram fechados, deixando 3.344 sem aulas. Na Comunidade Vila Canoas, em São Conrado, 1 creche permaneceu fechada e 161 alunos foram prejudicados. No Vidigal, 2 escolas e 2 creches não abriram e 1.178 estudantes não foram às aulas.
Na Gávea, 1 EDI não teve suas atividaes regulars e 150 alunos não puderam comparecer às aulas. No Chapéu Mangueira, 1 EDI ficou fechado e 55 alunos não tiveram aulas. Em Copacabana, 1 escola não funcionou e 170 estudantes foram prejudicados. No Complexo do Alemão, 1 escola e 2 EDIs permaneceram fechados e 466 alunos ficaram seu aulas.
Em Tomás Coelho, 1 EDI não abriu e 50 alunos não foram às aulas. No Morro do Queto , em Sampaio, 1 creche não funcionou, prejudicando 88 alunos. No Juramento, 1 creche com 147 alunos não abriu. Em Acari, 1 escola e 1 EDI com 958 alunos não funcionou regularmente. Na Pavuna, 1 EDI não abriu para atividades e deixou 228 estudantes sem aulas.
Universidades encerram atividades na Zona Sul
Esta sexta (22) , a PUC-Rio informou que, devido a tiroteio intenso na Rocinha e ao fechamento de vias públicas, as aulas do período da tarde e da noite estão suspensas. A Universidade informou, ainda, que os funcionários técnico-administrativos estão liberados de suas atividades, caso considerem conveniente para sua segurança ir para casa.

As Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA) também suspenderam as aulas dos turnos da tarde e da noite na universidade por conta dos conflitos, mas a instituição estará aberta até às 17h para saída de funcionários.
Quinto dia de operações
Esta sexta-feira (21) é o quinto dia seguido de operações para prender criminosos envolvidos na disputa do tráfico de drogas em várias comunidades do Rio. Equipes militares chegaram por volta das 15h30 desta sexta à Rocinha, horas após o anúncio do reforço anunciado pelas autoridades de segurança. Inicialmente, um helicóptero das Forças Armadas sobrevoou a região esta manhã. Ainda esta sexta, o governador do RJ, Luiz Fernando Pezão, publicou em sua conta no Twitter que o Estado vai continuar avançando no confronto com criminosos na Rocinha.
Mapa mostra tiroteios na Rocinha e mais 7 comunidades do Rio na manhã desta sexta-feira (22) (Foto: Arte/G1) Mapa mostra tiroteios na Rocinha e mais 7 comunidades do Rio na manhã desta sexta-feira (22) (Foto: Arte/G1)
Mapa mostra tiroteios na Rocinha e mais 7 comunidades do Rio na manhã desta sexta-feira (22) (Foto: Arte/G1)
Ainda nesta sexta, segundo a Polícia Militar, desde às 5h da manhã, policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) estão atuando na Rocinha. Em diversos momentos, houve confrontos com os criminosos na área de mata. Por volta das 8h, um grupo de menores ateou fogo em um ônibus na subida da Avenida Niemeyer, em São Conrado, mas as chamas foram controladas sem ser necessário o acionamento do Corpo de Bombeiros para o local.
Policiais do 23ºBPM (Leblon) reforçaram o policiamento nos arredores de São Conrado devido a informações do setor de inteligência e do Disque Denúncia dando conta que menores teriam sido orientados por criminosos a atear fogo em coletivos para desviar atenção policial ao cerco da Rocinha.
Por volta das 9h30, criminosos efetuaram disparos da área de mata acima do Túnel Zuzu Angel contra as guarnições policiais que realizam o cerco à comunidade. Ainda nessa ação um artefato explosivo foi lançado em direção a uma viatura da UPP Rocinha na altura da passarela. O artefato não explodiu e o Esquadrão Antibomba da Polícia Civil foi acionado para o local. A Estrada Lagoa-Barra e a Estrada da Gávea foram fechadas preventivamente,
Às 10h, a base da UPP na Rua 2 foi atacada por criminosos. Houve confronto. Um morador foi ferido e socorrido ao Hospital Miguel Couto. Por volta das 11h, policiais do BOPE iniciaram atuação na Rocinha e policiais do BAC no Vidigal.
A Polícia Militar reforçou o cerco à comunidade em todos os seus acessos. Policiais de outras Unidades de Polícia Pacificadora e do Batalhão de Policiamento em Grande Eventos (BPGE) atuam na região. Um veículo blindado dá apoio aos policiais.
No domingo (17), uma guerra entre traficantes começou na Rocinha, aterrorizando os moradores, fechando escolas e deixando quatro mortos. Imagens gravadas por moradores mostram um bonde mais de 50 criminosos durante a invasão na comunidade.
PMs e caveirão na Rocinha no domingo (17), dia de intenso tiroteio na comunidade (Foto: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo) PMs e caveirão na Rocinha no domingo (17), dia de intenso tiroteio na comunidade (Foto: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)
PMs e caveirão na Rocinha no domingo (17), dia de intenso tiroteio na comunidade (Foto: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)


*G1

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