sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Dilma Rousseff diz que havia uma preocupação para 'salvar' empresas investigadas na Lava Jato

ex-presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (27) que havia uma "preocupação pública" no governo em relação aos acordos de leniência para "salvar" as empresas investigadas na Operação Lava Jato.

Ela prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro como testemunha de defesa de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras preso desde julho de 2017.

“Nós tínhamos, de fato, uma preocupação pública para construir as condições de leniência, para que o processo tivesse punição aos responsáveis, mas que se salvassem as empresas de engenharia desse país, que eram elementos essenciais da nossa competitividade e ainda são", disse.


De acordo com a ex-presidente, as empresas estavam comprometendo os empregos.

Dilma Rousseff negou ter indicado o ex-ministro da Casa Civil Aloísio Mercadante para tratar de assuntos relacionados à Lava Jato diretamente com a Odebrecht.

Segundo ela, Mercadante se relacionava com todas as empresas investigadas apenas nas atribuições da função à época, principalmente, para criar condições para acordos de leniência.

Nos acordos de leniência, as empresas e as pessoas envolvidas assumem a participação em um determinado crime e se comprometem a colaborar com as investigações. Elas concordam em pagar multas em troca de redução de punições.

"Porque achávamos, e eu particularmente também continuo achando, que a gente tem que punir os malfeitos. Punir executivos e funcionários que cometam os malfeitos. Punir quem quer que cometam os malfeitos. Agora as instituições são produtos sociais, elas não podem ser punidas".

*G1




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