quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Fisco assume compromisso para aumentar arrecadação do RN

Os auditores Fiscais do RN anunciaram nesta quarta-feira (25) novas ações para incrementar a arrecadação própria do Estado em pelo menos R$ 50 milhões até o fim deste ano, segundo estimativa de um grupo de trabalho da Secretaria da Tributação, que está planejando as estratégias de ação.
 “Ações nas áreas da tributação, arrecadação, fiscalização e combate à sonegação, com previsão de resultados a curto e médio prazo, serão a nossa contribuição para o Estado sair dessa crise”, disse o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Tesouro Estadual do RN-SINDIFERN, Fernando Freitas.

O esforço fiscal dos Auditores já é visível no valor da arrecadação própria do Estado em 2017, com incremento substancial nas receitas. Comparando com o ano de 2016, a arrecadação própria de 2017 já teve um incremento de 5,3% em valores nominais.
Traduzindo em números, os cofres do Estado tiveram 207 milhões a mais de arrecadação nos nove primeiros meses do ano, em comparação com os nove primeiros meses do ano passado.
“Só de ICMS o incremento foi de R$ 180 milhões, e isto num ambiente macroeconômico de recessão, com retração no consumo e altos índices de desemprego”, lembrou Fernando.
Segundo o presidente do Sindifern, o Estado precisa voltar a crescer e a se desenvolver economicamente, e apostar no aumento substancial das receitas próprias sem aumento de carga tributária, para poder sair da crise, e não pelas propostas que levem ao aprofundamento da recessão e cortes nos direitos dos servidores.
“O combate à crise fiscal deve ser feito pela retomada do desenvolvimento econômico, preservação da massa salarial como indutor do consumo e formação de capital de giro das cadeias produtivas, pelo respeito à política de remuneração baseada na qualidade dos serviços prestados, no compromisso dos servidores com os resultados e nas metas de produtividade e meritocracia. Valorizar o capital humano é a principal forma de resgate da qualidade dos serviços públicos”, concluiu Fernando Freitas.
As novas ações de combate à sonegação fiscal e incremento das receitas deve impactar a arrecadação também para 2018. Os auditores planejam iniciar janeiro de 2018 com recolhimento mensal superior a R$ 500 milhões.


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