terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Padilha diz que 'cresceu muito a probabilidade' de o governo aprovar a reforma da Previdência

Governo prepara reunião na quarta-feira com aliados para avaliar cenário da votação na Câmara. Ministro da Casa Civil ressaltou que 'não há facilidade' na negociação.
ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira (5) que “cresceu muito a probabilidade” de o governo aprovar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, é possível concluir a votação da proposta em dois turnos ainda em dezembro.


As últimas semanas têm sido de intensas negociações entre o governo e aliados para tentar viabilizar a votação. A reforma é tida no Palácio do Planalto como uma das principais propostas da gestão do presidente Michel Temer para sanear as contas públicas e impulsionar a economia.
No entanto, o tema é considerado anti-popular até mesmo por parlamentares aliados, que não querem se desgastar com o público às vésperas de ano eleitoral. Por isso, o governo corre contra o tempo para tentar convencer deputados e depois senadores para votar a favor. Na Câmara, são necessários votos favoráveis de 308 dos 513 deputados para aprovar a reforma.
“Cresceu muito a probabilidade de a gente aprovar, cresceu muito. Nós estamos avaliando, é claro que não se tem facilidade, mas cresceu muito”, disse o ministro a jornalistas no Palácio do Planalto.
Padilha acompanhou a reunião entre o presidente Michel Temer e o presidente da Bolívia, Evo Morales. Depois do encontro, ele fez uma avaliação sobre o cenário para votação da reforma.
Padilha manifestou a expectativa de que sete partidos que apoiam Temer no Congresso Nacional fechem questão para que os deputados votem a favor das mudanças previdenciárias.
Quando uma sigla fecha questão em torno de um tema, o parlamentar que não votar de acordo com a orientação partidária fica sujeito a punições.
Conforme o ministro, o PMDB deve fechar questão nos próximos dias. A expectativa dele é que a iniciativa puxe o apoio também do PSDB, que deve formalizar a saída da base no próximo fim de semana.
“Se os sete [partidos] fecharem questão, seguramente nós teremos do PSDB uma posição também favorável”, declarou o ministro, que não citou quais seriam as 7 legendas.

Segundo apurou o G1, os partidos aos quais Padilha se referiu são: PMDB, PTB, PP, PSD, PR, PRB e DEM.
O ministro da Casa Civil teve reunião na manhã desta terça com Temer e líderes da base do governo para discutir a situação da reforma. Ele afirmou que ainda não foram feitos mapas com os votos dos deputados para monitorar o número atualmente favorável ao texto.
Na entrevista, Padilha não arriscou placar e informou que nesta quarta (6) o Temer deve reunir líderes e ministros para mais uma reunião sobre o tema.
Padilha destacou que é “possível” aprovar a reforma na Câmara ainda em 2017, deixando a análise do Senado para o próximo ano.
“É possível a aprovação na Câmara este ano, mas neste momento é impossível, pelo cronograma que está pré-estabelecido no Senado, a aprovação em dois turnos no Senado”, disse.



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