terça-feira, 5 de dezembro de 2017

‘Terapia do Riso’ levará alegria para crianças com câncer em Mossoró



Uma atividade iniciada em sala de aula, e que ultrapassou os limites da escola. Essa é a “Terapia do Riso”, formada por um grupo de jovens estudantes de Mossoró para disseminar alegria, por meio de antigas brincadeiras. Nesta terça-feira (5), das 12h30 às 13h30, a turma oferecerá suporte de sorriso para crianças com câncer, na Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC).


A “Terapia do Riso” surgiu como empresa fictícia, participante da edição local Feira Nacional do Empreendedorismo (FNE), do Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac), no último dia 10 de novembro. A conquista do segundo lugar, na disputa pelo melhor projeto, animou o grupo de adolescentes a seguir em frente.

“Foi a segunda colocada e sentiu a necessidade de ir além das fronteiras do Cebrac. Nisso, recebeu convite para fazer uma ação de alegria no hospital da Liga contra o Câncer e, futuramente, estaremos no Lar da Criança Pobre e outras entidades que precisam de um sorriso, de alegria e felicidade. Esse é o objetivo maior da Terapia do Riso”, explica o professor Haélio Giovane.

Resgate

Brincadeiras comuns anos atrás, como pique-esconde, pega-pega, amarelinha e dança das cadeiras, estão entre as atividades principais da “Terapia do Riso”. Uma das participantes do grupo, a estudante Kaciane Diniz, 17, revela como tudo começou.

 “A gente observa muita tecnologia, celular, computador, e a criança tem que desgrudar mais dessa tecnologia. Tem que ver o mundo como ele é, através das brincadeiras reais, com pessoas. Porque as crianças estão ficando solitárias, não querendo companhia de outras pessoas. Já vi criança não querer sair com a mãe, se divertir, ir para local público”, conta a adolescente.

Kaciane diz que o grupo está fazendo reuniões em praças e shopping, mobilizando crianças para brincar à moda antiga. Sobre a ação na LMECC, além de rifa para compra de brinquedos e alimentos, a brincadeira da “Terapia do Riso” é uma ferramenta de solidariedade e alegria.

“No lugar de a gente lamentar que as crianças estão doentes, a gente quer fazer ela esquecer, colocar um sorriso no rosto dela, pois muitas vezes elas ficam chorando e, pelo contrário, a gente quer fazer elas rirem. Como a gente quer levar isso também para os adultos, que é possível voltar a ser criança com brincadeiras antigas, e os pais podem brincar em casa com os filhos”, defende.


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