terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Manifestantes queimam pneus contra votação de pacote fiscal na Assembleia do RN

Foto: Edileusa Martins
A terça-feira (30) amanheceu com o clima tenso na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, onde está prevista a votação de cinco projetos que fazem parte de um pacote fiscal enviado pelo governo do estado. O pacote foi apresentado como solução para a crise financeira que afeta as contas públicas. Contrários às medidas, servidores incendiaram pneus ao lado do Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal.


O prédio da prefeitura fica na mesma rua da Assembleia, no entorno da Praça 7 de Setembro. A votação está prevista para o fim da manhã. Em sessões anteriores, manifestantes foram impedidos de entrar na AL e chegaram a se indispor com policiais militares. No estado, os servidores estão com o 13º salário e a folha de dezembro de parte do funcionalismo só deve ser depositada no dia 6 de fevereiro. O salário de janeiro não tem previsão de ser pago.

O Corpo de Bombeiros foi chamado e apagou o fogo. Já a Polícia Militar, usa o efetivo do Batalhão de Choque para cercar o prédio da Assembleia. Até a última atualização desta matéria não havia relatos de confronto entre manifestantes e policiais.

Vai a votação nesta terça-feira (30) a mensagens nº 189, que extingue adicionais por tempo de serviço no âmbito da Administração Direta, Indireta e Fundacional do Estado. Outra é a nº 184, que dispõe sobre o pagamento de diária operacional no Sistema Estadual de Segurança Pública.

Foram anunciadas ainda as mensagens nº 183, que reestrutura o Regime Próprio de Previdência Social do Estado e reorganiza o IPERN, e a mensagem nº 050, que institui o Regime de Previdência Complementar para servidores estaduais efetivos.

Os deputados também devem votar o projeto que cria um abono de 12,43% do décimo terceiro que será pago aos servidores.

'RN Urgente'

Batizado de 'RN Urgente', o pacote fiscal é composto de 18 pontos, entres projetos de lei e propostas de emendas. Clique AQUI e entenda os projetos de recuperação financeira enviados pelo governo à Assembleia.

Fonte: G1/RN

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