quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

"Jogador" golpista é denunciado por vítimas que enganou clube de Natal


O "jogador" Denis Vieri, de 34 anos, sumiu do Força e Luz e do mapa. Após reportagem publicada pelo GloboEsporte.com que mostrava que ele não tinha registros em nenhuma das equipes que alegou ter jogado - como Santos, Vasco e Shakhtar Donetsk (Ucrânia) -, o Time Elétrico o dispensou. O problema é que ele desapareceu e deixou os quatro atletas que "agenciava" na equipe de Natal. Vítimas da história criada pelo falsário, Melquisedeque Carlos, Hélio Ciro e Wesley Henrique, que são de Minas Gerais, e Jefferson Lima, de São Paulo, não têm dinheiro para retornar para suas cidades.
Depois de ser dispensado do Time Elétrico, Denis Vieri deixou o alojamento para sacar dinheiro que seria supostamente usado para comprar as passagens dele e dos outros quatro atletas de volta para Belo Horizonte. Um deles, o meia Jefferson Lima, o acompanhou para garantir que ele estaria por perto. Quando foi a uma padaria ao lado do caixa, Denis sumiu com a mala que estava e não apareceu mais.

Na sequência, pediu para que os atletas o encontrassem na Rodoviária de Natal, onde ele não estava. A partir deste momento, Denis passou a bloqueá-los no WhatsApp e não atender as ligações. A nova recomendação era de que fossem ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, mas os jogadores não seguiram.

O golpe

Ao trazer os atletas para o Força e Luz, Denis Vieri prometeu um salário entre R$ 2 mil a R$ 3 mil a todos eles. Ao clube, no entanto, a história era outra: ele afirmava que ele e os outros quatro atletas chegavam sem custos. O Time Elétrico só daria moradia (no alojamento do clube) e alimentação.

Assim, o início da história se costurou. Após o acerto com o Força e Luz, Denis Vieri pediu para três dos quatro jogadores depositarem R$ 1.459 para a compra das passagens aéreas de cada um. O quarto integrante do grupo, Hélio Ciro, precisaria pagar R$ 2.459 pela passagem, mas fez a transferência de R$ 1.300. Após a chegada a Natal, foi cobrado por Denis, via WhatsApp, por sua "dívida" de R$ 1.200. O falsário teria comprado apenas as passagens de ida e embolsou o restante do dinheiro transferido pelos atletas.

Ao presidente do clube, Ranilson Cristino, Denis Vieri dizia que os jogadores ficariam no clube em fase de testes. Para os agenciados, no entanto, a história era outra e ele dizia que os atletas seriam remunerados e que o time poderia alavancar a carreira deles.

A ideia do golpe de Denis Vieri era bem clara. Em algum momento, os jogadores cobrariam os salários que o clube, na teoria, não teria a obrigação de pagar. Por isso, a intenção de Vieri era convencer os dirigentes do Força e Luz a dizerem aos seus agenciados que eles não passariam nos testes do clube e estavam dispensados. Ele chegou a fazer isso, mas os jogadores foram avisados da trama.

Ele conseguia convencer os atletas a se agenciarem com ele ao contar a história mentirosa de que era ex-jogador de grandes clubes, como Vasco, Santos, PSV (Holanda) e Shakhtar (Ucrânia), em um currículo fantasioso e falso.

Fonte: G1/RN


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