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sábado, 7 de abril de 2018

Universitários desenvolvem plataforma de observatório de dados sobre o câncer na região


Um grupo formado pelo professor Taffarel Melo e pelas estudantes Maria Júlia Pereira e Débora Virgínia Costa, todos do curso de Biotecnologia da Ufersa, acaba de lançar a Plataforma do Observatório de Dados da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer. A Plataforma foi desenvolvida no âmbito de um projeto com bolsas financiadas pela própria Liga e pelo CNPq. A iniciativa começou em agosto de 2017 e, depois de 8 meses, está com a sua primeira versão disponível para a Liga e para a comunidade.


Dentro do material virtual, o internauta poderá acessar todas as informações sobre a incidência do câncer em Mossoró e região. Na página, é possível conferir o panorama geral sobre todos os tipos de câncer, a cidade de origem dos pacientes, a divisão de acordo com gênero, frequência em cada faixa etária, além de dados sobre tumores em adultos, tumores infantis, entre outras informações.

Segundo o coordenador da Plataforma, o professor Taffarel Melo, essa é uma ação inovadora no Rio Grande do Norte. “Já estamos em contato com o Núcleo de Inovação Tecnológica para realizar o processo de patente. A ideia não é cobrar por isso, mas sim deixa-la disponível. A patente é mais para o projeto ficar vinculado à Ufersa e ajudar o hospital filantrópico, que é o maior objetivo da ação. A gente consegue mostrar a importância e a eficácia do trabalho da Liga por meio dessa plataforma”, destacou.

Estudantes do 4º período de Biotecnologia da Ufersa, Maria Júlia Pereira e Débora Virgínia se envolveram diretamente na plataforma usando todos os dados disponibilizados pela Liga. Segundo elas, o grande diferencial da plataforma é a apresentação das informações. Os gráficos são mais elaborados e mais fáceis de compreender.

“Um dado que eu analisei foi o tipo de tratamento que foi utilizado para curar cada tipo de câncer, se foi por meio cirúrgico, por radioterapia, quimioterapia e isso é muito melhor de visualizar em gráficos do que em tabelas”, destacou Débora.

“A primeira coisa que eu fiz foi estudar muito sobre o câncer para entender e assim deixar a informação útil na plataforma. Por exemplo, nós colocamos o número de óbitos por ano, o número de óbitos em cada tipo de câncer, tentamos pensar no ponto de vista dos profissionais da saúde porque os dados podem ser importantes para um enfermeiro, médico e pesquisadores em geral”, explicou Maria Júlia.

O projeto da Plataforma do Observatório foi desenvolvido no âmbito do Núcleo de Bioinformática, Bioestatística e Biologia Computacional da Ufersa, que foi criado dentro do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade. A expectativa agora é lançar a plataforma dentro da própria Liga e em outros eventos científicos externos.

Acesse aqui a plataforma.

Fonte: Ufersa.

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