GOVERNO RN

domingo, 13 de maio de 2018

Polícia prende amigo de homem que esfaqueou vítimas em Paris

Estado Islâmico divulgou neste domingo (13) vídeo com o suposto autor do ataque que feriu quatro pessoas e deixou 1 morto na noite de sábado (12).

A polícia francesa prendeu, neste domingo (13), na cidade de Estrasburgo, um homem que seria amigo do suspeito de esfaquear cinco pessoas em Paris na noite do último sábado. Ele nasceu em 1997, mesmo ano do criminoso.

Entre as vítimas do ataque, quatro ficaram feridas - duas em estado grave. Um jovem de 29 anos morreu. Logo depois dos esfaqueamentos, a polícia matou a tiros o autor do crime.
Policiais prendem suspeito de ser amigo do homem que atacou vítimas em Paris no sábado (12). (Foto: Patrick Hertzog/AFP)Policiais prendem suspeito de ser amigo do homem que atacou vítimas em Paris no sábado (12). (Foto: Patrick Hertzog/AFP)Policiais prendem suspeito de ser amigo do homem que atacou vítimas em Paris no sábado (12). (Foto: Patrick Hertzog/AFP)

Vídeo com suposto autor do crime

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque e divulgou neste domingo um vídeo do suposto terrorista em que convoca os radicais a cometer mais atentados na Europa e "onde seja".
Em imagens divulgadas pela rede de mensagem Telegram e cuja autenticidade não pôde ser verificada, o suposto terrorista, que não se identifica, chama seus "irmãos e irmãs" que se encontram na França, na Alemanha, no Reino Unido e "onde seja" para que "atuem na terra dos infiéis".
*G1
"Não esperem", pede o homem coberto com um capuz durante a filmagem, na qual fala em francês.
O homem acusa os países que fazem parte da coalizão internacional, que realiza uma campanha militar contra os jihadistas na Síria e no Iraque, de serem os culpados destes ataques.
No vídeo, de dois minutos e meio de duração, o terrorista jura lealdade ao líder do EI, Abu Bakr al Baghdadi, dado como morto em várias ocasiões, e pede a seus "irmãos" que se mostrem "firmes" perante a batalha".
O caso está sendo investigado como terrorismo pela Procuradoria de Paris, embora ainda não esteja esclarecida a motivação de seu autor.
O procurador de Paris, François Molins, confirmou à imprensa que a seção antiterrorista abriu a investigação e afirmou que o homem morto pela polícia gritou "Allahu akbar" ("Alá é grande") antes de atacar as vítimas.

Quem era o autor do crime

suspeito nasceu na Chechênia, em 1997. Seus pais foram interrogados e mantidos sob custódia pela polícia francesa, segundo fontes judiciais citadas pela Reuters e pela France Presse.
Segundo os meios de comunicação, Khamzat cresceu em Estrasburgo e posteriormente se mudou para Paris, onde vivia com seus pais no norte da capital. O jovem detido em Estrasburgo, também nascido em 1997, era amigo de Khamzat, que foi abatido quando tentou agredir policiais durante seu ataque com faca contra os transeuntes.
O nome so suspeito constava no chamado arquivo "S" dos serviços de Inteligência franceses, informaram fontes ligadas à investigação. Esse arquivo conta com o registro de mais de dez mil pessoas consideradas perigosas, metade das quais é islamista radical, ou pessoas suscetíveis de terem contatos com movimentos terroristas.
Inclui ainda "hooligans" do futebol, ou membros de grupos de extrema esquerda, ou de extrema direita.
De acordo com o site independente de notícias Actu17, a polícia inicialmente tentou imobilizar o agressor com uma arma de choque, mas não conseguiu. Ele teria ainda gritado "mate-me ou eu mato você" para um dos policiais.

Macron reage

O presidente francês Emmanuel Macron se manifestou no Twitter.
"Todos os meus pensamentos estão com as vítimas e feridos do ataque com faca perpetrado em Paris esta noite, assim como seus entes queridos. Em nome de todos os franceses, saúdo a coragem dos policiais que neutralizaram o terrorista. A França paga o preço do sangue novamente, mas não cede uma polegada aos inimigos da liberdade", escreveu.
Mapa mostra local do ataque a facadas em Paris. (Foto: Arte/G1)Mapa mostra local do ataque a facadas em Paris. (Foto: Arte/G1)
Mapa mostra local do ataque a facadas em Paris. (Foto: Arte/G1)

Nenhum comentário:

Postar um comentário