terça-feira, 1 de maio de 2018

Prédio de 24 andares desaba em incêndio no Centro de SP

Edifício no Largo do Paissandu era ocupado irregularmente por cerca de 90 famílias. Bombeiros fazem buscas por desaparecidos.

Prefeitura de São Paulo cadastrou 248 ex-moradores do prédio que desabou no centro de São Paulo

ANTES E DEPOIS: Região do Largo do Paissandu em imagem de 2017 e hoje

Ruas são bloqueadas e 40 linhas de ônibus foram desviadas após incêndio no Centro de São Paulo. Motoristas devem evitar a região do Largo do Paissandu. Veja as interdições.



Em vermelho, o Largo do Paissandu, onde ocorreu o incêndio. Vias que desembocam ou saem do largo estão bloqueadas
Em vermelho, o Largo do Paissandu, onde ocorreu o incêndio. Vias que desembocam ou saem do largo estão bloqueadas (Foto: Reprodução/TV Globo)

Carroceiro João de Jesus Santos, 52 anos, que morava no terceiro andar do prédio que desabou, conseguiu salvar a mulher, cinco filhos e a cadelinha Mel. O telefone celular e a carroça usada para catar latinhas foram perdidos no incêndio.

João de Jesus Santos, 52 anos, morava no 3º andar do prédio que desabou no Largo do Paissandu. Ele conseguiu salvar a mulher, 5 filhos e a cadela Mel
João de Jesus Santos, 52 anos, morava no 3º andar do prédio que desabou no Largo do Paissandu. Ele conseguiu salvar a mulher, 5 filhos e a cadela Mel (Foto: Kleber Tomaz/G1)

Prédio de propriedade do governo federal no Largo do Paissandu estava ocupado por cerca de 90 famílias - a grande maioria dos moradores foi retirada antes do desabamento. Veja como ele era:

Bombeiros começam as buscas por vítimas nos escombros do prédio que desabou na região do Largo do Paissandu, em São Paulo.

Prédio vizinho ainda apresenta focos de incêndio e muita fumaça pela manhã. Segundo os bombeiros, o edifício não corre risco de desabamento e todos os moradores já foram retirados do local.

Um incêndio começou pela 1h30 da madrugada no prédio em frente, que acabou desabando poucas horas depois. Ainda não há um balanço oficial de feridos ou vítimas.

O secretário de Assistência Social da Prefeituras de São Paulo, Filipe Sabará, disse à GloboNews que 90 famílias, num total de 248 pessoas, estavam no prédio e estão sendo atendidas pela secretaria. A prefeitura pretende levá-las para um centro de acolhida.

Prédio desaba no momento em que morador é resgatado

"O Corpo de Bombeiros já tinha feito vistorias neste prédio, já tinha atuado de forma a verificar o que tinha acontecido aí (na ocupação). Todas as autoridades competentes estavam cientes em relação às condições de segurança desse prédio", afirmou o capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

Segundo ele, a situação do imóvel e da ocupação irregular contribuíram para o rápido avanço das chamas.

"Ele tinha elevadores que foram substituídos (retirados). Então, esses dutos de ar que tinham no meio, pelo fosso do elevador, acabam formando uma chaminé. Você tinha muito material combustível: madeira, papel, papelão, algo que fez com que essa chama se propagasse com rapidez."


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