terça-feira, 17 de julho de 2018

Choro e despedidas


Choro e despedidas deram o tom da transmissão da final da Copa do Mundo realizada pela Rede Globo no último domingo (15).

A particularização e pessoalidade nas falas finais de narrador e comentaristas da emissora, ao final da partida que decidiu a Copa do Mundo da Rússia, quando a França foi Hegemônica vencendo a Croácia por 4 x 2, se deu no atacado. Primeiro com Casagrande que, na esteira da emoção do sucesso da Copa, fez questão de agradecer o momento vivido e comemorar sua vitória pessoal contra as drogas. Segundo havia prometido de público, seria a copa em que ele iria entrar sóbrio e sair sóbrio. O comentarista foi às lágrimas ao informar que o êxito fora alcançado.

A cena, com toda a carga emocional de quem deu um exemplo de superação, inspirou o comentarista de arbitragem, pioneiro na profissão Arnaldo César Coelho, com mais de 30 anos de atuação na emissora, que declarou que estaria, naquele momento, se despedindo dos telespectadores em termos de Copa do Mundo, e em dezembro de 2018 de sua carreira por completo. Segundo declarou, Arnaldo pretende entrar em uma nova fase da sua vida, de maior dedicação à família e aos negócios.

Na retomada da transmissão, o narrador Galvão Bueno também pegou o gancho e, além de agradecer de forma extremada o companheirismo de mais de 30 anos e 8 copas, ao lado de Arnaldo César Coelho, também disse que poderia ter narrado ali o seu último jogo de copa do mundo.

Porém, no caso de Galvão, a questão ficou em aberto, “Pode ser, sei lá, vamos ver...” disse.

Sem dúvida 3 grandes histórias inseridas no contexto do jornalismo esportivo da TV Brasileira.

A cena marcante, no final das transmissões da TV Globo na Copa do Mundo da Rússia, demonstrou também a estreita amizade entre os 3 envolvidos, principalmente Galvão e Arnaldo César que nutrem mutuamente uma amizade que se estende às suas respectivas famílias.

Da intimidade certamente deve ter vindo a inspiração da criação da frase que virou bordão, sempre que o narrador indaga o companheiro de bancada: “Pode isso Arnaldo?”

A para não sair do clima o Blog conclui:  "Haja coração!!"




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