terça-feira, 31 de julho de 2018

João Maia divulga nota sobre busca e apreensão em sua residência


O Ministério Público Federal (MPF) Polícia Federal amanheceram a terça-feira (31) fazendo barulho no Rio Grande do Norte e mais sete estados com a Operação Via Trajana. Estão sendo cumpridos 27 mandados de busca e apreensão.

A Via Trajana é desdobramento da Operação Via Ápia, que foi detonada em de 2010, para desmantelar uma quadrilha que desviava recursos de obras de rodovias federais, via Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT-RN).


O objetivo da operação de hoje é reunir provas a respeito do envolvimento de outras pessoas em possíveis desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro no contrato de obras rodoviárias no Rio Grande do Norte.

Um dos mandados de busca e apreensão foi realizada na residência do presidente estadual do PR, ex-deputado federal João Maia. Ele, que é pré-candidato a deputado federal e tem a irmã deputado federal Zenaide Maia (PHS) pré-candidata ao Senado da República, emitiu nota, afirmando que está tranquilo. Leia abaixo:

Leia a nota na íntegra:

À minha família, aos amigos e a todos os conterrâneos do Rio Grande do Norte: Hoje, às seis da manhã, minha família foi acordada com mandado de busca e apreensão. Soube por terceiros, como sempre, que se trata de desdobramento de uma delação sobre um processo que se desenrola desde 2009. Espero que agora possa saber exatamente se sou acusado e, de que sou, para poder me defender na justiça, em quem acredito e sempre vou acreditar. Avisaram-me, muitas vezes, que a proximidade do processo eleitoral poderia ensejar esse tipo de ação, não quis acreditar, mas estranhamente aconteceu. Continuo tranquilo, firme nos meus propósitos, com fé em Deus e na Justiça.

A Via Ápia foi realizada no dia 5 de novembro de 2010 e resultou no ajuizamento de denúncias e ações de improbidade contra 25 envolvidos, dentre os quais o ex-chefe de engenharia do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit/RN), Gledson Golbery de Araújo Maia, e o ex-superintendente regional do Dnit, Fernando Rocha Silveira, além de integrantes de empresas como a Constran, Galvão, Construcap e ATP Engenharia.

As acusações incluem formação de quadrilha; peculato; corrupção ativa e passiva; lavagem de dinheiro; e crimes contra a Lei de Licitações.

Gledson Maia é sobrinho do presidente estadual do PR, ex-deputado federal João Maia. Inclusive, foi o republicano que indicou o comando do Dnit no Rio Grande do Norte.

O suposto envolvimento de João Maia no esquema das rodovias lhe rendeu a acusação de recebimento de propina. No dia 8 de fevereiro deste ano, o Ministério Público Federal confirmou que o ex-deputado teria recebido R$ 1,2 milhão em propina paga por apenas uma das três empresas que participaram do consórcio responsável por parte das obras na BR-101 no Rio Grande do Norte, entre 2008 e 2010.


A informação está em um acordo de delação premiada firmada pelo Ministério Público Federal com os engenheiros Roberto Capobianco, Marco Aurélio Costa Guimarães e Frederico Eigenheer, da Construcap, à qual o portal de notícia G1 teve acesso.

João Maia, que não é réu no processo que está correndo na Justiça, já tinha sido citado pelo próprio sobrinho, Gledson Golbery Maia - ex-chefe de Serviço de Engenharia do Dnit - que também fechou acordo de delação.

RÉUS

A Justiça Federal recebeu a denúncia feita pelo MPF contra dez pessoas envolvidas na Operação Via Apia. Elas são acusadas dos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraudes em processos licitatórios.

A decisão foi do Juiz Federal Mário Azevedo Jambo, da 2ª Vara Federal, que recebeu a denúncia contra as seguintes pessoas: GLEDSON GOLBERY DE ARAÚJO MAIA, FERNANDO ROCHA SILVEIRA, LUIZ HENRIQUE MAIOLINO DE MENDONÇA, FREDERICO EIGENHEER NETO, GILBERTO RUGGIERO, ANDREV YURI BARBOSA FORNAZIER, MARLOS WILSON ANDRADE LIMA DE GÓIS, EMIR NAPOLEÃO KABBACH, JOSÉ LUÍS ARANTES HORTO e MÁRIO SÉRGIO CAMPOS MOLINAR.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal foi feita em 108 laudas e expõe minuciosamente, e lançando mão de quadros explicativos e concatenação de documentos, depoimentos, planilhas e transcrição de escutas, que os denunciados teriam perpetrado os diversos delitos nela capitulados em quadrilha, atribuindo a cada um dos denunciados um grau de suposta participação.

Defato.com



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