terça-feira, 3 de julho de 2018

Suécia e Suíça: de bandeiras trocadas a prêmios Nobel, veja curiosidades dos países das oitavas da Copa


Suécia e Suíça, oponentes nesta terça-feira (3) na Copa do Mundo, têm semelhanças para além do alto índice de desenvolvimento humano. Os dois países compartilham nomes parecidos, cadeias montanhosas e paixões esportivas pelo esqui e pelo hóquei no gelo. Até mesmo sediaram o Mundial de futebol na mesma década: os suíços em 1954, e os suecos em 1958 — ano do primeiro título mundial do Brasil.

Para quem conhece pouco os dois países, dá para confundir. Nem a Bolsa de Valores de Nova York escapou. Em abril, o serviço de streaming Spotify — uma empresa sueca — estreou no principal pregão norte-americano. Na homenagem, porém, a bandeira da Suíça apareceu em Wall Street.
A gafe foi corrigida logo em seguida, mas as imagens correram a internet.


Depois de tantas trocas, o Consulado da Suécia em Xangai iniciou uma ação promocional em 2013 para ajudar os chineses a não confundirem mais as duas nações europeias. Os participantes deveriam, pelas redes sociais, apontar características que diferenciassem o país nórdico da Suíça.

Isso porque, em mandarim, Suécia é Ruidian, e Suíça, Ruishi. Ambas escritas com apenas dois ideogramas. E, para confundir ainda mais os chineses, o símbolo equivalente ao “Rui” é o mesmo.

Líderes em prêmios Nobel

Uma boa ideia para não confundir os dois países é se lembrar de Alfred Nobel. O inventor da dinamite, morto em 1896, nasceu na Suécia. Quatro institutos em Estocolmo entregam até hoje os prêmios de física, química, medicina e literatura. O da paz é entregue em Oslo, na vizinha Noruega, por um comitê daquele país.

A própria Suécia vai muito bem levando em conta a contagem de prêmios Nobel "per capita". Até 2017, 30 suecos haviam conquistado a homenagem, o que dá 30,677 premiados a cada 10 mil habitantes, segundo contagem do jornal britânico "The Telegraph".

Nesse critério, a Suíça se dá ligeiramente melhor do que a Suécia. Apesar de os suíços terem recebido quatro Nobel a menos, o país alpino tem 31,33 vencedores a cada 10 mil habitantes. O mais recente foi conquistado por Kurt Wüthrich, premiado com o Nobel de Química em 2002 por desenvolver técnicas de ressonância magnética nuclear.

Alpino x Nórdico

Suecos e suíços preferem futebol a qualquer outro esporte coletivo — até mesmo o hóquei, em que costumam ter resultados melhores. Ambos, porém, têm o esqui como a modalidade de inverno favorita.

Ainda assim, eles preferem esquiar de maneiras diferentes: os suecos gostam mais do cross country, e os suíços, do alpino.

O esqui cross country lembra uma maratona de esqui. O esquiador desliza longas distâncias até cruzar a linha de chegada. As provas mais longas das Olimpíadas de Inverno chegam a 50 quilômetros.

O esqui alpino, por sua vez, tem mais a ver com velocidade. Os atletas ultrapassam os 100 km/h ao descer montanhas. Vence quem fizer o menor tempo e, no caso das provas slalom, não perder nenhuma curva.

Apesar das diferenças na preferência, ambos os países tiveram bons resultados nas duas modalidades nos Jogos Olímpicos de Pyeongchang, em fevereiro. Suíça e Suécia levaram dois ouros cada nas provas do esqui alpino. No cross country, melhor para os suecos: duas medalhas douradas contra apenas uma dos suíços.

Copa de Indicadores

Os dois países têm resultados muito bons nos principais indicadores de saúde, segurança, educação e economia.

A Suíça apresenta melhores números quatro dados: renda per capita, desemprego, expectativa de vida e taxa de homicídios — que é de apenas 0,5 homicídio por cada 100 mil habitantes. Ambos os países empatam em alfabetização, praticamente total segundo a ONU.

Os suecos vencem apenas em acesso à internet. Ainda assim, por uma diferença muito pequena: menos de dois pontos percentuais.

G1






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