terça-feira, 21 de agosto de 2018

O inconsistente discurso de Fátima

Por Gustavo Negreiros

Ontem ( segunda, 20 de agosto) a Senadora Fátima Bezerra foi sabatinada na FIERN, uma oportunidade para expor suas ideias e o empresariado saber como pretende governador caso seja eleita. No ambiente empresarial, a senadora prometeu fazer o dever de casa, tomar um conjunto de medidas para sanar as despesas do Estado.

Já no palanque ou mesmo junto aos sindicatos a conversa é outra, não se fala em corte, o sonho vendido é bem diferente. O servidor público ainda se ilude com o discurso fácil, mas ninguém sabe dizer como conseguir as receitas. É hora de confrontar esses discursos distintos, o que seriam os cortes que Fátima falou na FIERN?

Não adianta falar que o Estado tem R$ 7 bilhões em dívidas ativa, isso é todo o histórico da existência do RN, menos de R$ 500 milhões são recuperáveis. E esses processos estão na justiça, em três varas de execuções fiscais com pouquíssimos servidores e os processos não andam. A senadora Fátima também falou em repactuar os repasses para os Poderes. Mas aí vamos voltar aos processos da dívida ativa, a diminuição dos repasses não implicaria na piora da prestação jurisdicional?


Outra moda é falar dos mais de 5.000 imóveis do Estado, isso é o patrimônio total, tem escolas, hospitais, secretarias, escritórios, a candidata iria vender essa estrutura? Tem uns imóveis valiosos como o Aeroclube ou o Centro Administrativo, mas estão no fundo garantidor do Arena das Duas. Tem outros imóveis do BDRN e Bandern, todos bloqueados. Livre mesmo para venda, apenas dois.

Fátima falar de compromisso com o IDEMA, em agilizar licenças, chega a ser piada, basta observar o que fizeram seus indicados quando estavam no comando do IBAMA e Patrimônio da União. Os salineiros de Mossoró receberam multas milionárias, os carcinicultores foram perseguidos, o turismo foi inviabilizado, as licenças não saiam. Chegaram ao ponto de ameaçar implodir os hotéis da Via Costeira. Basta pesquisar no google.

O próprio “animus” do PT é contra a produção, basta observar a Lei Cortez Pereira, que colocou o camarão potiguar de volta ao mapa de produção no Brasil. O único deputado que votou contra a Lei foi Fernando Mineiro. Só esse setor gera mais de 25 mil empregos, levando o crustáceo potiguar para todos os Estados do Brasil.

As construtoras de Natal passaram todo tipo de dificuldades na época do PT no governo. Licenças que não saiam, processos engavetados, componente ideológico mais forte que o próprio ordenamento jurídico. Várias empresas tradicionais quebraram. Como falar de emprego sem empresas? A inconsistência da realidade para o discurso é um abismo nas propostas de Fátima. O único emprego que nasce em planta é na agricultura, tão perseguida por Fátima.



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