sábado, 18 de agosto de 2018

Uma hora após começar monitoramento com tornozeleira eletrônica, chefe de facção rompe o equipamento



Está sendo novamente procurado pela polícia o paulista radicado em Natal Robson Batista Marinho, preso em 2014 suspeito de chefiar uma facção criminosa que atua em praticamente todo o país – e que foi apontado pelo Ministério Público Estadual na operação Alcatraz como comandante do tráfico de drogas no Rio Grande do Norte. No início da noite de sexta-feira (17), ele deixou a Penitenciária Estadual de Alcaçuz ao passar para o regime semiaberto. Às 18h30 ele recebeu uma tornozeleira eletrônica. Às 19h40, no entanto, rompeu o dispositivo de monitoramento e sumiu do mapa.

O rompimento da tornozeleira foi confirmado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP, o Gaeco.

Atualmente, segundo informações da Justiça, 1.163 presos são monitorados por tornozeleiras eletrônicas no RN.


Drogas no atacado

Quando foi preso, ainda de acordo com o MP, o então empresário Robson era sócio de um salão de beleza localizado em uma área nobre de Natal. As investigações indicaram que ele liderava a distribuição de drogas no atacado, abastecendo a Grande Natal, além das regiões Seridó, Central e o Vale do Açu.

A operação Alcatraz também foi destaque no Fantástico, da Rede Globo. A matéria foi exibida no dia 7 de dezembro de 2014, com a chamada Grupo que age em presídios paulistas se espalha pela América do Sul.

“Não é a primeira vez e não será a última que lideranças das facções criminosas progridem para o regime semiaberto e viram foragidos, alguns minutos depois. Enquanto não se repensar a legislação que trata do cumprimento de pena no Brasil, casos como esse serão cotidianos. Só nos resta, mais uma vez, correr atrás do prejuízo e tentar prender mais esse foragido”, disse um promotor do Gaeco.

G1/RN



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