sábado, 6 de outubro de 2018

Coligação de Robinson pede cassação de candidatura de Fátima por abuso de poder



Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi apresentada na sexta-feira (5) contra a candidatura da senadora Fátima Bezerra (PT) ao governo do RN. A ação movida pela coligação Trabalho e Superação, que tem como candidato o atual governador Robinson Faria (PSD), pede a cassação do registro de candidatura de Fátima por abuso de poder político.

O pedido tem por base o material apreendido na busca e apreensão de que foi alvo o comitê de campanha da senadora, na semana passada. Para os advogados da coligação, restou configurada a conduta na medida em que os candidatos do PT continuaram usando a figura de Lula mesmo com o impedimento da Justiça sobre o tema.


Os advogados da coligação de Robinson Faria argumento que “para alavancar sua candidatura, Fátima Bezerra se beneficiou de promoção pessoal, realizada de forma massificante, através de ligação direta de sua imagem à imagem de Lula como candidato à Presidência da República, mesmo após o dia 11 de setembro de 2018, data em que houve requerimento de substituição de candidatura de Lula, por Fernando Haddad.”

A acusação também cita ainda as denúncia do aplicativo Pardal. Segundo informaram, em um único dia, o Ministério Público Federal notificou à Justiça Eleitoral 50 denúncias de distribuição de material irregular com Lula sendo apresentado como candidato.

Operação do Ministério Público Eleitoral, com apoio da polícia, fez busca e apreensão em vários comitês da campanha de Fátima Bezerra. Além do comitê central, foram apreendidos materiais com Lula presidente em vários municípios.

Nesta sexta-feira, foi realizada operação no comitê da campanha de Fátima em Currais Novos, com apreensão de material irregular, constando Lula como candidato a presidente, e não Fernando Haddad, que é o candidato do PT à presidência da República.

DEFESA

Os advogados da coligação do Lado Certo, que sustenta a candidatura de Fátima, emitiu nota negando as acusações.

LEIA:

“A respeito da interposição, pela coligação Trabalho e Superação, de ação de investigação judicial eleitoral em razão da apreensão de materiais de campanha, a assessoria jurídica da candidata Fátima Bezerra vem à público esclarecer:

1. A candidatura ainda não tomou conhecimento da ação, recebendo a notícia informalmente através da imprensa, o que impede maiores considerações a seu respeito.

2. O material apreendido foi confeccionado em período permitido e não houve sua divulgação depois da proibição pelo Tribunal Superior Eleitoral.

3. A assessoria jurídica da candidata Fátima Bezerra reitera inexistência de qualquer irregularidade e repele qualquer tentativa – como esta da Coligação Trabalho e Superação – de tentar transformar a Justiça Eleitoral em ferramenta política.”

Defato.com


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