sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Anúncios em série de ministros do DEM geram insatisfações no PSL


Cinco parlamentares eleitos pelo PSL se espremiam na quarta (21) em um dos elevadores de um hotel de Brasília antes de participarem de uma reunião com as bancadas do partido de Jair Bolsonaro.

Estavam incomodados com a indicação do deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) para o Ministério da Saúde, chancelada um dia antes pelo presidente eleito, e comentavam sobre o constrangimento de ter que apoiar um “ministro investigado”.


“Ele é o walking dead que o DEM está prestigiando”, disse o delegado Pablo (PSL-AM), em referência aos zumbis da série de TV americana. A Folha presenciou a conversa.

Aos companheiros de Congresso, o também novato na Câmara Coronel Chrisóstomo (RO) e a senadora recém-eleita Soraya Thronicke (MS), Pablo não escondia o desconforto de ter que dar respaldo à escolha de Bolsonaro.

“Vou apoiar junto, mas é um ministro investigado, cheio de nó pelas costas, como dizem na minha terra”, completou.

Mandetta está em seu segundo mandato como deputado federal mas não se candidatou à reeleição este ano.

Sua indicação para a Saúde foi defendida pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e pelo governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado, ambos do DEM, mas acabou incomodando integrantes do próprio partido, além dos aliados de Bolsonaro.

Folha de São Paulo





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