quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Bolsonaro recebe embaixadores e faz reunião com futuros ministros em Brasília


O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) retomou os trabalhos com sua equipe nesta quarta-feira (21) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, sede do gabinete de transição.

A agenda de Bolsonaro prevê nesta quarta encontros com embaixadores e parlamentares, além de uma reunião com os futuros ministros e integrantes da equipe de transição. Até o momento, foram anunciados os nomes dos titulares de 10 pastas.

A primeira audiência do dia do presidente eleito foi com o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a assessoria da transição, o ministro fez uma visita de cortesia a Bolsonaro.


Bolsonaro está em Brasília desde terça-feira (20) para novas rodadas de encontros com autoridades e conversas com políticos. Nesta quarta, ele chegou ao CCBB por volta das 8h20, acompanhado do general Augusto Heleno, que assumirá a chefia do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) a partir de janeiro.

A reunião com a equipe de transição e os ministros está marcada para 10h30. Segundo Heleno, será um encontro de "coordenação" das ações do governo.

Já as agendas de Bolsonaro com embaixadores de diferentes países têm ocorrido, em Brasília ou no Rio de Janeiro, desde a vitória do presidente eleito no segundo turno da eleição presidencial, no final de outubro.

Nesta quarta, também em Brasília, está previsto um encontro entre a primeira-dama Marcela Temer e a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Ministros do DEM

Antes de chegar ao CCBB, o general Augusto Heleno comentou em entrevista o fato de três dos 10 ministros escolhidos serem filiados ao DEM – Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde).

Até o momento, o DEM é o único partido com integrantes na equipe ministerial que são parlamentares. O presidente eleito, por sua vez, é filiado ao PSL, sigla que terá a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados a partir de 2019.


Heleno afirmou que se trara de uma "mera circunstância" a indicação de ministros do DEM, já que Bolsonaro tem escolhido os titulares das pastas em razão dos "nomes" e do apoio das "bancadas". Para o general, não há "compromisso" de Bolsonaro com o partido.

"Isso aí do DEM é uma mera circunstância, mais uma das circunstâncias, não é nada que o comprometa com o DEM, nada disso... Não existe compromisso com partido", afirmou.

Outros ministros

O ministro da transição e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), também negou que o apoio do DEM tenha pesado na escolha dos ministros.

Lorenzoni destacou que Bolsonaro pretende definir os novos ministros até o final do mês. A ideia é ter a estrutura do futuro governo definida antes das festas de Natal e Ano Novo.

Sobre mudanças na estrutura federal, Lorenzoni afirmou que o Ministério da Agricultura deve assumir atribuições sobre pesca.

Lorenzoni informou que “provavelmente” o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve continuar vinculado ao Ministério da Justiça. Outra opção seria deixar o órgão no futuro Ministério da Economia.

O ministro disse que ainda não há definição sobre a possibilidade da Fundação Nacional do Índio (Funai) sair do Ministerio da Justiça. O órgão passaria para alçada de outra pasta.

G1


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