quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Fusão de Agricultura e Meio Ambiente ainda não está decidida, diz assessoria de Bolsonaro



A assessoria de Jair Bolsonaro informou na noite de quarta-feira (31) que o presidente eleito ainda não decidiu sobre a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

A informação foi dada após Bolsonaro se reunir com o empresário do agronegócio Luiz Antônio Nabhan Garcia.

Ao deixar o encontro, Garcia disse que o presidente eleito "quer ouvir todo mundo para depois tomar uma decisão".

Questionada, então, sobre a informação, a assessoria de Bolsonaro confirmou que ainda não há decisão sobre o tema.


Isso porque, nesta terça, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, havia dito que Bolsonaro havia decidido unir os dois ministérios.

Esta era a primeira ideia de Bolsonaro, mas, durante a campanha, ele disse que poderia recuar em nome do diálogo e em razão das críticas que havia recebido.

Críticas do atual governo

Após o anúncio de Onyx Lorenzoni, nesta terça-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, divulgou uma nota na qual lamentava a decisão do governo.

Para ele, se a fusão acontecer, haverá "prejuízos" para o agronegócio brasileiro.

"Como um ministro da Agricultura vai opinar sobre um campo de petróleo ou exploração de minérios?", questionou Maggi.

Além disso, o Ministério do Meio Ambiente afirmou por meio de nota ter recebido com "surpresa e preocupação" a fusão das duas pastas.

"O novo ministério que surgiria com a fusão do MMA e do MAPA teria dificuldades operacionais que poderiam resultar em danos para as duas agendas. A economia nacional sofreria, especialmente o agronegócio, diante de uma possível retaliação comercial por parte dos países importadores", afirma a nota.

Novo ministério

Quatro ministros já foram anunciados pelo presidente eleito:


  • Onyx Lorenzoni (Casa Civil);
  • Paulo Guedes (Economia);
  • General Augusto Heleno (Defesa);
  • Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).


Além disso, Bolsonaro se reunirá nesta semana com o juiz federal Sérgio Moro para discutir a nomeação dele como ministro da Justiça.

O economista Paulo Guedes já informou que será "natural" se o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, permanecer no cargo.

A equipe de Bolsonaro trabalha para definir a redução dos ministérios. Atualmente, são 29 pastas e o novo governo projeta ter em torno de 15.

Transição

Mais cedo, na quarta-feira (31), Onyx Lorenzoni se reuniu em Brasília com o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para discutir a transição de governo.

A equipe responsável pela transição trabalhará no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e terá até 50 pessoas. Nesta terça, Onyx já apresentou 22 nomes ao governo federal (saiba alguns dos nomes já definidos).

Ao deixar o encontro com Padilha, o futuro ministro informou que Bolsonaro se reunirá com o presidente Michel Temer na próxima semana.

G1/RN


Nenhum comentário:

Postar um comentário