segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

País cresce 0,8% no embalo do consumo


O avanço de 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB, o conjunto da produção de bens e serviços) brasileiro no terceiro trimestre ante o mesmo trimestre de 2017 foi o mais acentuado desde o quarto trimestre do ano passado, quando a economia cresceu 2,2%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como resultado das chamadas Contas Nacionais Trimestrais.

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano, na série com ajuste sazonal, o país cresceu 0,8%. No acumulado de 12 meses até setembro, o PIB subiu 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Quando considerado este ano, a economia brasileira também mostra recuperação, com crescimento de 1,1%, em relação a igual período de 2017.


Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2018 alcançou R$ 1,716 trilhão. A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destacou, ao analisar a performance do PIB, as expansões de julho a setembro de 0,7% na agropecuária; 0,5% nos serviços e 0,4% na indústria. “Apesar de a agropecuária ter apresentado o maior crescimento, foram os serviços que mais influenciaram a taxa, já que são o setor de maior peso no PIB”, explicou.

Todas as atividades de serviços cresceram entre o segundo e o terceiro trimestre, com destaque para transporte, armazenagem e correio, que tiveram alta de 2,6%. “Esse crescimento tem a ver com a greve dos caminhoneiros, um efeito de compensação após a paralisação ocorrida no segundo trimestre”, disse Rebeca. A pesquisadora destacou ainda o crescimento do comércio, alinhado ao aumento do consumo das famílias.

Um dos destaques foi a elevação de 7,8% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador dos investimentos feitos no país, que teve o maior avanço desde o segundo trimestre de 2013, quando cresceu 8,5%. As importações também registraram um salto de 13,5% no terceiro trimestre de 2018 ante o mesmo trimestre do ano anterior, o mais acentuado desde o segundo trimestre de 2011, quando aumentou 14,1%.

Estadão



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