segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Prédio onde funcionou a Gazeta do Oeste por 30 anos é derrubado


Um a um os prédios com enorme valor histórico no Centro de Mossoró estão sendo derrubados, sem qualquer debate, sem qualquer questionamento por parte das autoridades e isto geralmente em dias feriados ou finais de semana, como se fosse escondido.

O prejuízo histórico é incalculável. Depois de derrubarem o castelinho perto do Aceu, o Catetinho, entre vários outros casarões de enorme valor histórico no Centro, chegou a vez do prédio onde funcionou por 30 anos o Jornal Gazeta do Oeste.

Interditaram a rua lateral na noite de sábado (29) e máquinas pesadas derrubaram o prédio em questão de minutos. Na manhã de domingo, 30, os mossoroenses passaram pelo local lamentando a destruição da história.


O que a população sobre o caso

Erasmo Firmino (Oficial de Justiça).

Mais uma página da história de Mossoró sendo apagada. Demolição do prédio onde funcionou o jornal Gazeta do Oeste. Cena lamentável de se ver.

Pádua Campos

Mossoró aos poucos vai apagando sua própria identidade cultural. Lamentável

Elzimário Macário

O que mais acho interessante, é que uma cidade como essa ainda queria competir ao titulo de capital da cultura. palhaçada. E o que mais me surpreende é ter pessoas que achavam que a gente iria ganhar. e o que mais me deixa mais do que surpreso, é saber que teve gente que ficou com raiva porque nao conseguimos o titulo. vamos rir.

Petras Vinicius de Sousa (Ex jornaleiro e hoje vereador)

Realmente é triste olhar para essa imagem. Passou um filme na cabeça. Lembrando quando em 2001 todos os finais de semana as 04h da manhã estávamos eu e mais dois colegas pegando os jornais para venda.

Emerson Linhares (jornalista, ex funcionário)

Bons tempos de minha vida. Comecei na Gazeta Do Oeste em meados dos anos 80 e trabalhei com grandes profissionais e maravilhosas pessoas, como Brito Silva, Maria Socorro de Oliveira, Sales, Manoel Galdino, Augusto Paiva, Milza, D. Maria José, Landsberg, Carlos Lima, Cefas Carvalho, Pedro Carlos, Gilberto de Souza, Luis Juetê, Abel, Hermenegildo, Ferreira e tantos outros... Citar também Amancio Honorato, Luiz Fausto (In memorian), Gilcileno Amorim, Railson da gráfica, Irene, Inácio Pé de Quenga, Augusta e, claro, Canindé Queiroz e D. Maria Emília... Muito triste mesmo!

Nida Lira (cantora)

Mossoró sem história. Sem memória e sem coragem

Antônio Dantas

Eu não sei se isso é quebradeira ou desrespeito com a nossa ""história". Devagar o nosso patrimônio cultural, está se esvaindo lentamente! né minha amiga "Escossia" é uma pena! nós não temos futuro, esquecendo o nosso "passado" se liga "Were Well"?

Brito Silva (Publicitário)

Bons tempos aqueles, Emerson. Neste prédio, a minha juventude ficou entranhada nestas paredes que agora vira escombros, perde-se ao vento nordeste. Este, é preço do progresso predatório que Canindé Queiroz combatia. Uma pena, uma pena.

Sousa Junior

Aos poucos estamos perdendo um pouco de nossa história, gradativamente Mossoró não preserva seu passado.

Franklin Filgueira

Foi minha cliente no passado. Uma coisa de dar dó a demolição de um prédio tão importante para a história e a cultura mossoroenses.

Zacarias Marinho

A perda maior aí foi dos painéis feitos pelo artista Bob. Obras de arte de um artistas de saudosa memória

Iuska Freire (Jornalista ex-funcionária).

Gazeta em ruínas, uma imagem difícil de olhar. Nesse lugar (agora sem paredes e sem vida) tantas vidas foram contadas, carreiras construídas, amizades e sonhos compartilhados. O prédio vai ao chão exatamente três anos após o último dia de expediente (coincidência ingrata). Que triste! Até hoje, os ex-funcionários aguardam que a Justiça libere o pagamento dos direitos trabalhistas.

Rafaela Costa (ex-colunista)

Prédio onde funcionou o Jornal Gazeta do Oeste foi demolido na manhã de hoje.

Escrevi nas páginas da Gazeta do Oeste - casa em que fui muito bem acolhida - de setembro de 2008, até o seu fechamento, em 4 de janeiro de 2016, ... restam-nos as boas lembranças na memória...

Bruno Soares (jornalista, ex-funcionário)

Uma das piores imagens de 2018 é essa: o prédio onde funcionou o jornal Gazeta do Oeste por quase 40 anos resumido em ruínas. Passei seis anos e dois meses aí dentro, aprendi muito e conheci pessoas maravilhosas. Há exatamente três anos, o veículo fechou as portas de uma hora pra outra deixando dezenas de funcionários tristes, desempregados e ainda sem receber seus direitos trabalhistas. "Do pó viemos..."

Rafaela Gurgel Mendes (ex-funcionária)

2018 se encerra com uma imagem que palavra nenhuma consegue definir. O prédio onde funcionou o jornal Gazeta do Oeste por quase quatro décadas em ruínas. Não bastasse o desolamento por ver mais uma parte da história de Mossoró ir embora, ainda vivemos o desdobramento desse fim. Há exatos 3 anos saía a última edição e no dia 4 de janeiro de 2016 recebemos um ultimato, junto à toda sociedade mossoroense, do seu fatídico fim. Dessa história restou mais de 40 funcionários desamparados que até hoje esperam que a Justiça lhes pague seus direitos. Como funcionária que dediquei 5 anos e 4 meses a esse periódico, só lamentar por mim e meus colegas maravilhosos que se sentem desalentados por tamanho descaso, alguns com mais de 30 anos de serviço.

Já passou da hora da Justiça pagar o que nos deve

Pedro Teodoro (empresário)

Quando a gazeta fechou por falta de clientes e assinante não houve este clamor,dona Maria Emília conduziu até onde deu, seus funcionários ficaram sem suas verbas rescisórias, agora aparece uma oportunidade para quitação das dividas ou atenuação de parte , aí vou usar frase do próprio Canindé" cidade provinciana avé" a história da Gazeta está contada em seus anais, quanto saudosismo!

Mossoró Hoje


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