O Conselho Federal de Medicina publicou, na segunda-feira (21), um levantamento sobre os investimentos realizados pelas prefeituras dos mais de 5 mil municípios do país. A média nacional é de investimento de R$ 403 por ano por habitante. Dos 167 municípios do RN, 95 gastam menos que esse valor, anualmente. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e são de 2017.

De acordo com os dados publicados, a cidade que, proporcionalmente, mais gasta com Saúde no Rio Grande do Norte é Guamaré, com R$ 2.298,86 aplicados pela Prefeitura por ano por cada habitante. Por outro lado, Canguaretama é o município que menos disponibiliza recursos próprios para a Saúde: R$ 141,53.


Segundo os dados, 93 cidades tiveram redução nos gastos com Saúde. Natal, por exemplo, aplicava R$ 374,64 por pessoa por ano. Agora, a média caiu para R$ 362,99, assim como Mossoró, que gastava R$ 385,62 e passou a gastar R$ 329,89 em 2017.

Maiores investimentos no RN

Guamaré - R$ 2.298,86

São Bento do Norte - R$ 1.481,29

Bodó - R$ 1.178,36

Ipueira - R$ 1.123,26

Galinhos- R$ 969,64

Menores investimentos no RN

Canguaretama - R$ 141,53

São José de Mipibu - R$ 148,55

Nísia Floresta- R$ 149,84

Apodi - R$ 153,66

Nova Cruz - R$ 159,01

Brasil

De acordo com os números, municípios menores, em termos populacionais, arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior. Em 2017, nas cidades com menos de 5 mil habitantes, as prefeituras gastaram em média R$ 779,21 na saúde de cada cidadão – quase o dobro da média nacional identificada.

Os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram maior participação no financiamento do gasto público em saúde – consequência, segundo o CFM, de sua maior capacidade de arrecadação.

Ranking nacional

Com apenas 839 habitantes, o município de Borá (SP) lidera o ranking de gastos per capita na saúde, com R$ 2.971,92 gastos em 2017. Em segundo lugar aparece Serra da Saudade (MG), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2.764,19 por pessoa.

Na outra ponta, entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte, todas situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83).

Entre as capitais, Campo Grande assume a primeira posição, com gasto anual de R$ 686,56 por habitante. Em segundo e terceiro lugares estão São Paulo e Teresina, onde a gestão local desembolsou, respectivamente, R$ 656,91 e R$ 590,71 por habitante em 2017.

Já as capitais com menor desempenho são Macapá, com R$ 156,67; Rio Branco, com R$ 214,36; Salvador e Belém, ambas com valores próximos de R$ 245 por pessoa.

Mossoró Hoje




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