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A decisão da Petrobras de sábado (23) em aumentar em 3,5% o preço médio do diesel nas suas refinarias – o maior nível em quase três meses – sufoca ainda mais o transporte coletivo em Mossoró. É que, dado o histórico nesses casos, a elevação certamente chegará ao consumidor final na bomba, onde o diesel já acumula alta de 8.9% nos últimos 35 dias.

O reajuste onera ainda mais o serviço, que amarga aumento de custos sem, contudo, resposta suficiente de passageiros pagantes para cobri-lo. Isso numa cidade onde o índice de 42% de gratuidade (idoso, pessoas com deficiência e estudantes) é quase o dobro da média nacional.


“Some-se a isso a concorrência desleal de taxis lotação nas paradas de ônibus e carros particulares (transporte ilegal), que transportam o passageiro pagante, e deixam para o ônibus o passageiro com isenção total da tarifa ou meia passagem (estudante)”, diz Waldemar Araújo.

O diretor da Cidade do Sol, concessionária do transporte coletivo em Mossoró, acrescenta que o recorrente reajuste do diesel agrava o desequilíbrio econômico do serviço em Mossoró, já que o combustível representa, em média, 23% dos custos do transporte coletivo.

“Sem falar que esses aumentos são imprevisíveis, acontecem a qualquer momento, na atual política de preços da Petrobras. Esse contexto exige mais estímulo ao transporte coletivo como alternativa à imensa quantidade de carros e motos que lotam as ruas de Mossoró”, completa Waldemar.


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