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A Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta sexta-feira (22) operações de busca e apreensão em endereços do senador piauiense Ciro Nogueira (PP), presidente nacional do Progressistas. Ciro é o principal investigado de inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Irmão de Ciro, Gustavo Nogueira também está entre os alvos da investigação.

Batizada de Compensação, a operação foi autorizada pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber. São cerca de 30 policiais federais envolvidos nas ações de busca e apreensão, que se deram em residências e sedes de duas empresas ligadas a Ciro. Ao todo, são sete mandados na capital federal e nas capitais Teresina (PI) e São Paulo (SP). Também são realizadas intimações para depoimentos dos investigados.


A reportagem do Congresso em Foco tentou contato com o senador por meio de seu gabinete em Brasília e dos telefones dele e de sua assessoria, mas não conseguiu resposta. Qualquer manifestação de Ciro Nogueira ou de sua equipe será registrada tão logo seja tornada pública.

O inquérito foi autorizado em setembro de 2018 pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF. Antes disso, em abril do mesmo ano, a PF cumpriu outros mandados de busca e apreensão nos gabinetes e apartamentos funcionais de Ciro e do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), ambos acusados de tentar atrapalhar as investigações da operação. Não ocasião, foi cumprido mandado de prisão contra o ex-deputado Márcio Junqueira (RR).

Aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o inquérito tem como objetivo apurar se Ciro Nogueira, o ex-ministro e atual prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), e os executivos do Grupo JBS Joesley Batista e Ricardo Saud estão envolvidos em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. A PGR suspeita de pagamento de propina ao senador do PP em troca do apoio do partido ao PT, na eleição de 2014, e da não adesão da legenda ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo relatos de Joesley e Saud, o PP recebeu pagamentos para aderir à coligação do PT nas eleições daquele ano. A propina, segundo os delatores, foi disfarçada em doações oficiais de campanha ao PP. Outros R$ 2,5 milhões em espécie foram repassados a um supermercado no Piauí. O total repassado, de acordo com as investigações, chegou a R$ 43 milhões, e os valores pedidos eram todos aprovados pelo então ministro Edinho Silva. Os investigados negam as acusações.

Congresso em Foco


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