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Corte prejudicará mais de 10 mil alunos e ameaça mais de 5 mil vagas na Ufersa


A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apresentou na quinta-feira, 16, o levantamento “Painel de Cortes” com detalhes sobre o orçamento das instituições de ensino. (Clique AQUI e leia)

De acordo com o estudo, o corte imposto pelo Ministério da Educação (MEC) à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) prejudicará 10.179 estudantes e ameaçará 5.138 vagas na instituição. Ainda segundo a Andifes, 45 cursos estão em risco com a medida do MEC.


O órgão revela que o orçamento total da Ufersa é de R$ 50.460.860,00. Deste valor, R$ 15.844.222,00 serão cortados. O percentual chega a 31,40% do orçamento.

O orçamento para custeio na Ufersa é de R$ 42.987.698,00. Foram cortados R$ 12.792.272,00, o que equivale a 29,76%. Já o orçamento para investimentos atinge a marca de R$ 7.473.172,00. Destes, R$ 3.051.950,00 foram cortados. Percentual é de 40,84%.

Com 70% dos servidores técnicos administrativos terceirizados, a redução orçamentária na Ufersa poderá causar demissões por falta de recursos, dificultando a continuidade das atividades por ausência de funcionários nos campi. Segundo divulgou a universidade, o bloqueio dos recursos significa “praticamente 4 meses de custeio das instituições”.

A medida vai afetar áreas consideradas essenciais para o funcionamento dos centros de ensino, como contratos de segurança, água, energia, fornecimento de alimentação e de bolsas de estudo.

Na última segunda, 13, os reitores da Ufersa, UFRN e IFRN se reuniram em Natal para apresentar um relatório com os números das três instituições e os possíveis prejuízos que a ameaça do bloqueio pode trazer.

No encontro, o reitor da Ufersa, o professor José de Arimatea de Matos, reforçou que as instituições são auditadas e que prestam contas cotidianamente aos órgãos de controle. “Sobre o que andam disseminando em redes sociais dizendo que as Universidades não prestam contas de suas ações, queremos dizer que isso não é verdade. As Universidade são auditadas e prestam contas de todo recurso público empregado. E temos esses dados disponíveis nas nossas plataformas mostrando transparência de tudo que é investido”, falou Arimatea.

Arimatea ainda atualizou para a bancada o tamanho do rombo financeiro que a Ufersa pode ter caso o bloqueio dos recursos não seja revertido. “Só de custeio, estamos com 36% dos recursos bloqueados. Em relação aos investimentos, aos recursos de capital, o bloqueio é ainda maior, 48%. Caso isso não seja resolvido, teremos sérios problemas para fechar as contas no segundo semestre ao ponto de ter que suspender mais contratos de manutenção. Pelas nossas projeções atuais, só temos recursos para chegar até setembro”, alertou.

Ainda segundo o reitor, 60% dos recursos de custeio da Ufersa são para pagar a conta de luz e os contratos dos terceirizados. “O consumo de energia na Ufersa nos primeiros quatro meses de 2019 foi praticamente o mesmo em relação aos primeiros quatro meses de 2018, mas em valores, a conta de luz da instituição subiu mais de 25% de um ano para o outro”, relatou Arimatea.

Uma mobilização em defesa da educação e contra cortes de 30% anunciados pelo Governo Federal nas instituições de ensino como as Universidades Federais e os Institutos Federais ocorreu na manhã da última quarta-feira, 15, em Mossoró.

O ato público se concentrou em frente a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). Professores, estudantes, representantes de instituições e centrais sindicais participaram do movimento. O grupo seguiu caminhada pela Avenida Francisco Mota (BR 110) e também pela Presidente Dutra até o Centro da cidade.

Confira abaixo quadro com as informações da Ufersa:


Jornal De Fato


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