Cacim


O Ministério Público Federal (MPF) divulgou na quarta-feira, 29, que está investigando o contrato firmado entre a Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec) e a empresa Fields Comunicação Ltda, firmado em 2018, cujo preço foi firmado em R$ 50 milhões. O alto valor da contratação chamou a atenção dos procuradores da República.

Os questionamentos sobre o contrato surgiram após a polêmica relacionada com a posse do novo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz, que iria acontecer no Teatro Riachuelo, em Natal, ao custo de R$ 27 mil. Os custos da solenidade seriam pagos pela Funpec. Entretanto, após diversas críticas nas redes sociais, por conta dos recentes contingenciamentos feitos às despesas da UFRN, a cerimônia foi cancelada.


Logo em seguida, ainda nas redes sociais, os altos contratos pagos pela Funpec passaram a ser questionados pela opinião pública. O principal alvo, contudo, foi o pagamento de R$ 50 milhões feito à Fields Comunicação Ltda. A justificativa do pagamento foi para realizar “campanhas para o fortalecimento das ações de comunicação em saúde para dar visibilidade à vigilância em saúde nas três instâncias de governo”.

O contrato com a empresa, com duração de 12 meses, foi firmado em setembro do ano passado. O valor do contrato está sob apuração do procurador da República Kleber Martins, que abriu o Inquérito Civil Público (1.28.000.001862/2018-51), não sigiloso, sobre o assunto.

Segundo o Ministério Público, a Funpec já encaminhou informações sobre o contrato. O material está sob análise dos procuradores federais e da Controladoria-Geral da União.

O vice-diretor da Funpec, Gumercindo Fernandes de Amorim Filho, disse que a instituição está ciente da investigação promovida pelo Ministério Público Federal. Segundo ele, todas as informações sobre o contrato já foram esclarecidas. Além disso, toda a documentação relacionada com o pagamento e os serviços prestados pela empresa Fields Comunicação serão divulgadas pela própria instituição e pela UFRN.

Agora RN


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