quarta-feira, 8 de maio de 2019

Petrorecôncavo deve investir em gás natural e prevê instalação de termoelétrica em Mossoró


Em reunião realizada na terça-feira com a prefeita Rosalba Ciarlini, no Palácio da Resistência, o presidente da Petrorecôncavo, Marcelo Magalhães, confirmou o investimento superior a U$ 150 milhões para exploração de 34 campos maduros no Rio Grande do Norte.  Em Mossoró será instalada a empresa subsidiária denominada Potiguar E & P que deve iniciar operações em outubro deste ano. A companhia também discute explorar a produção de gás natural na região. “Com isso, temos interesse em construir aqui uma usina termoelétrica que tinha como objetivo gerar energia para todas as operações”, explicou Marcelo.


No Brasil, cerca de 160 usinas termelétricas utilizam gás natural como combustível, sendo este a principal fonte do setor.

A expectativa é que a subsidiária também possa gerar empregos indiretos, na contratação de mão obra para exploração dos campos maduros, mas também de equipamentos e terceirização de serviços em Mossoró, aproveitando a expertise da cidade no setor petrolífero. “Uma das exigências da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que é a agência reguladora da atividade, é que as empresas possam operar garantindo a sustentabilidade da cadeia produtiva do petróleo, ou seja, destravando investimentos para garantir a manutenção da atividade”, continua o executivo.

Inicialmente, a empresa vai explorar os poços com a utilização de três sondas e estimativa de 60 a 70 postos por equipamento. O início das operações deve ocorrer ainda no segundo semestre desse ano. “O benefício maior é aumentar a produção de barris, que gera uma receita para a Prefeitura e para os municípios. Aqui nós vamos investir e garantimos a mão de obra majoritariamente local”, enfatiza o presidente da empresa.

Outro ponto destacado no encontro foi a responsabilidade socioambiental da empresa, que também pode empreender na recuperação de biomas em áreas devastadas pela exploração. “Como sabemos, há um declínio na produção da bacia potiguar e alguns poços realmente vão precisar ser fechados. Então, nosso trabalho também vai ser de recuperar essas regiões”, destaca.



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