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Depois de ter seu nome reprovado para um cargo de gerente-executivo, Carlos Victor Guerra Nagem, funcionário da empresa e amigo do presidente Jair Bolsonaro, foi nomeado este mês como assessor da Presidência da estatal. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo.

Segundo a petroleira, Nagem vai atuar em projetos especiais da área de Inteligência e Segurança Corporativa (ISC) – área em que ele já estava lotado há seis anos – , entre os quais o Programa Integrado Petrobras de Proteção de Dutos (Pró-Dutos), que será lançado na próxima sexta-feira. A Petrobras não informou a remuneração do cargo – que, diferente da gerência executiva, não requer experiência em posição gerencial.


Nagem é graduado em Administração pela Escola Naval, capitão da reserva da Marinha e funcionário concursado da Petrobras há 11 anos.

Em janeiro, Bolsonaro postou em uma rede social sobre a indicação de Nagem para o cargo de gerente-executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras. Junto a essa informação, Bolsonaro disse que "a era do indicado sem capacitação técnica acabou". Mas essa parte do texto foi apagada logo em seguida.

Na ocasião, a nomeação ainda precisava passar pela aprovação do Conselho de Administração e de outras instâncias da direção da empresa. Em fevereiro, no entanto, a Petrobras informou que o nome de Nagem não havia sido aprovado, "apesar de sua sólida formação acadêmica e atuação na área", porque ele "não possui a experiência requerida em posição gerencial que é necessária à função, considerada de elevada sensibilidade para a companhia".

Nagem tentou duas vezes a carreira política. Se licenciou da Petrobras para se candidatar, com o apoio de Bolsonaro, a vereador em 2016 e a deputado estadual no ano passado. Mas não se elegeu. Em um vídeo de campanha, Bolsonaro o chama de "amigo".

G1


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