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Em diálogo no aplicativo de mensagens Telegram, Moro disse ao chefe da Força Tarefa da Lava Jato no MPF (Ministério Público Federal) que o grupo Sinos, empresa gaúcha, queria fazer um convite ao procurador.

"Ano passado dei uma palestra lá  para eles, bem organizada e bem paga", afirmou Moro. Deltan respondeu: "passa sim!".

Resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) torna obrigatório a todos os juízes que encaminhem informações sobre eventos e palestras. Os magistrados têm 30 dias para dias para prestar contas e precisam declarar data, assunto, local e entidade responsável pelo contrato.

Em resposta à Folha, Moro afirmou que os dados de sua palestra  não foram informados por "puro lapso" e que os valores recebidos foram doados a uma entidade beneficente.

Em nota o Ministério da Justiça e Segurança Pública reforçou que não reconhece a autenticidade das mensagens vazadas e encaminhou uma cópia do valor doado para caridade (íntegra).

Deltan tentou criar empresa de palestra

No dia 13 de julho,  diálogos divulgados pelo site The Intercept e pelo jornal Folha de São Paulo indicaram que Deltan  tentou tirar vantagens financeiras da fama adquirida enquanto coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato.

Segundo as mensagens, ele discutiu com um colega de profissão a criação de uma empresa, em que não apareceria como sócio, para organizar eventos e palestras e, assim, lucrar com a visibilidade e os contatos obtidos através da Lava Jato.

Congresso em Foco


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