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O vereador afastado de Sobral, Romário Araújo (SD), foi preso na manhã de sexta-feira (9), em Natal, no Rio Grande do Norte. Ele era considerado foragido da Justiça no Ceará, após ter prisão decretada, em julho, pela juíza Joyce Sampaio Fontenelle Durval.

A Polícia de Sobral começou a monitorar os passos de Romário, quando ele foi localizado em uma pousada. Ele foi detido pela Delegacia de Capturas de Natal. O parlamentar, que está afastado da Câmara Municipal também por ordem judicial, é acusado de crime contra o patrimônio e estelionato.

Segundo o delegado municipal de Sobral, Marcio Luiz, eles conseguiram encontrar o vereador através das redes sociais.

"Ele estava em uma pousada, curtindo, passeando. Estava sozinho e postando foto nas redes sociais, em um passeio pelo mar. Ele se encontra na Delegacia de Capturas de Rio Grande do Norte, onde vai ser feito o exame de corpo de delito e a gente vai mandar a equipe da Polícia Civil (do Ceará) para ser feito o recambiamento para Sobral".

De acordo com o delegado, a transferência de Romário deve ser feita na próxima semana. Para o titular da Delegacia de Sobral, a prisão preventiva do vereador deverá ser difícil de ser revertida, porque ele tem outro mandado de prisão aberto no estado do Paraná, por não pagamento de R$ 40 mil de pensão alimentícia.

Promessa de emprego

Desde fevereiro, Romário Araújo é investigado por prometer empregos públicos em troca da participação em um curso. Apenas neste caso, pelo menos 36 pessoas prestaram queixa na delegacia contra o vereador.

Uma das vítimas afirma que pagou R$ 900 para participar de suposto curso preparatório para o exercício de função na área de fiscalização institucional do Governo do Estado.

Em abril, os vereadores rejeitaram representação que acusava Araújo de quebra de decoro parlamentar. O requerimento pedia o afastamento do vereador e a instauração de uma comissão para apurar as denúncias contra o parlamentar do Solidariedade.

O recebimento da denúncia, entretanto, foi rejeitado por 10 votos contra, 8 a favor e duas abstenções.

Ao expedir o mandado de prisão, a 3ª Vara Criminal da Comarca de Sobral considerou que o vereador não pagou a fiança nem prestou conta de suas atividades à Justiça, o que motivou o decreto de prisão preventiva.


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