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Houve bloqueios em diversas ruas de La Paz após fim da apuração oficial dos votos. Oposição contesta resultado.

Manifestantes bloqueiam ruas de La Paz nesta sexta-feira (25), contra reeleição de Evo Morales na Bolívia — Foto: Jorge Bernal/AFP
Manifestantes bloqueiam ruas de La Paz nesta sexta-feira (25), contra reeleição de Evo Morales na Bolívia — Foto: Jorge Bernal/AFP

Manifestantes interditaram ruas de La Paz nesta sexta-feira (25) para pedir uma auditoria dos resultados das eleições presidenciais na Bolívia. A apuração finalizada deu ao atual presidente, Evo Morales, o quarto mandato consecutivo – o que a oposição considera uma fraude.


Na manhã desta sexta-feira, houve interdição de algumas vias no norte e no sul de La Paz. Testemunhas da Reuters não relataram incidentes violentos – porém, na noite de quinta, manifestantes entraram em confronto com forças de segurança nas ruas da cidade.

O diretor da Unidade Operativa de Trânsito de La Paz, Abel Claros, disse que a cidade amanheceu com bloqueios concentrados fundamentalmente na zona sul em protesto contra os resultados das eleições gerais. "Na zona central, a situação é quase normal", afirmou aos repórteres.

O vice-ministro do Orçamento e da Contabilidade Fiscal, Jaime Duran, disse que o conflito dos últimos dias "sem dúvida" terá um efeito sobre a economia, que mesmo assim "tem uma grande capacidade de resposta".

Troca de acusações

Primeiro presidente de origem indígena na Bolívia, Evo se elegeu pela primeira vez em 2006. Ele acusa a oposição de tentar um golpe de Estado ao não reconhecer o resultado das eleições, que ocorreram no domingo passado.

Os protestos começaram ainda no domingo, quando uma contagem oficial de votos foi suspensa durante quase 24 horas enquanto os resultados apontavam a necessidade de um segundo turno. Evo, de 59 anos, insistia que seu partido Movimento ao Socialismo (MAS) obteria vitória ainda na primeira rodada.

Primeiro presidente de origem indígena na Bolívia, Evo se elegeu pela primeira vez em 2006. Ele acusa a oposição de tentar um golpe de Estado ao não reconhecer o resultado das eleições, que ocorreram no domingo passado.

Os protestos começaram ainda no domingo, quando uma contagem oficial de votos foi suspensa durante quase 24 horas enquanto os resultados apontavam a necessidade de um segundo turno. Evo, de 59 anos, insistia que seu partido Movimento ao Socialismo (MAS) obteria vitória ainda na primeira rodada.

Por Danny Ramos e Vivian Sequera, Reuters


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