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A Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol Brasil) e outras entidades da categoria divulgaram nota no domingo (3) em que rebatem as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre as investigações do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Bolsonaro acusou ontem o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de manipular as apurações para envolver o seu nome. E disse que o delegado do caso é “muito amiguinho” de Witzel.

“A minha convicção é de que ele (Witzel) agiu no processo para botar meu nome lá dentro”, afirmou o presidente nesse sábado. Ainda na semana passada ele acusou Witzel de ter vazado para o Jornal Nacional o depoimento do porteiro que afirmou que ele autorizou a entrada de um dos suspeitos do duplo homicídio no condomínio onde o presidente tem residência.

No sábado (02) Bolsonaro disse que pegou áudios das ligações realizadas entre a portaria e as casas do condomínio “antes que fossem adulterados”. Além de apoiar o delegado do caso, as associações

A nota de entidades ligadas à Polícia civil também reafirma o apoio ao delegado responsável pela investigação e diz que o presidente não pode usar de seu cargo para cometer atentados à honra de pessoas.

"Valendo-se do cargo de Presidente da República e de instituições da União, (o presidente) claramente ataca e tenta intimidar o Delegado de Polícia do Rio de Janeiro, com intuito de inibir a imparcial apuração da verdade. O cargo de Chefe do Poder Executivo Federal não lhe permite cometer atentados à honra de pessoas, muito menos daquelas que, no exercício de seu múnus público, desempenham suas funções no interesse da sociedade e, não, de qualquer governo", diz a nota conjunta.

O texto é assinado pelas seguintes entidades: Associação do Delegados de Polícia do Brasil (Adepol do Brasil), Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil do Polícia Civil (Fendepol), Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol-RJ) Sindelpol-RJ, Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sindepol-AM) e Associação dos Delegados de Polícia do Pará (Adepol-PA).

Veja a íntegra da nota:

"A Associação do Delegados de Polícia do Brasil - ADEPOL DO BRASIL, a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil do Polícia Civil - FENDEPOL, o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro - SINDELPOL-RJ, o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Amazonas - SINDEPOL-AM e a Associação dos Delegados de Polícia do Pará - ADEPOL-PA - REPUDIAM as declarações do Presidente Jair Bolsonaro em relação à investigação do caso “Marielle e Anderson”.

Nos vídeos de suas redes sociais e em matéria publicada pelo Jornal O Globo, neste sábado, o Presidente insinua direcionamento das investigações, inclusive com adulteração de provas e coação de testemunha, e refere-se ao Delegado presidente do inquérito como amiguinho (sic) do Governador.

Valendo-se do cargo de Presidente da República e de instituições da União, claramente ataca e tenta intimidar o Delegado de Polícia do Rio de Janeiro, com intuito de inibir a imparcial apuração da verdade.

O cargo de Chefe do Poder Executivo Federal não lhe permite cometer atentados à honra de pessoas, muito menos daquelas que, no exercício de seu múnus público, desempenham suas funções no interesse da sociedade e, não, de qualquer governo.

Dessa forma, a ADEPOL DO BRASIL, a FENDEPOL, o SINDELPOL-RJ, o SINDEPOL-AM e a ADEPOL-PA reafirmam o apoio irrestrito ao Delegado responsável pela investigação e REPUDIAM qualquer intimidação a ele e ao trabalho da Polícia Judiciária."


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