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O grupo de comunicações Globo demitiu ao menos 30 jornalistas na 3ª feira (19.nov.2019). Também foi anunciado o fim da versão impressa da revista Galileu, voltada para a área de ciências. A última edição da revista chegará às bancas em dezembro e, a partir de janeiro, a Galileu será totalmente digital. Segundo apurou o Portal Poder360, a revista Época também pode ser extinta no início de 2020.

A maioria dos funcionários demitidos trabalhava nos jornais O Globo e Extra. Diversas editorias do O Globo sofreram alterações, sendo Economia, Sociedade e Nacional preservadas, por serem as editorias que mais vendem assinaturas, de acordo com relatos de funcionários. As editorias mais impactadas foram Esporte e Segundo Caderno.

Ainda segundo relatos de funcionários, a editora-chefe da Galileu, Giuliana de Toledo, também foi demitida. A lista inclui ainda toda a equipe de arte da revista e outros funcionários, tais como motoristas. Uma lista parcial com 29 nomes circula em grupos de aplicativos de mensagens. O grupo Globo não comentou o assunto e não confirmou os nomes contidos nessa lista.

Outras demissões

Em 7 de novembro, de acordo com a revista Veja, a emissora demitiu mais de 100 pessoas de suas equipes de entretenimento. Foram desligados funcionários de áreas como produção, transporte e figurino.

Na ocasião, por meio de nota, a Globo informou que não comentava questões internas. Afirmou que “todas as grandes empresas modernas passam por processos na busca de eficiência e evolução constante.”

De acordo com a Veja, as demissões foram feitas para cortar custos. A revista informa também que a Globo elaborou nos últimos meses uma estratégia de mudança no modelo de remuneração de parte de seus funcionários, passando de Pessoa Jurídica para CLT (carteira assinada). “Nem todo mundo ficou satisfeito. Aqueles que topam migrar para PJ, ao renovar contratos, descobrem que o canal quer cortes de mais de 50% dos ganhos”, informou a Veja.

O colunista do site UOL Ricardo Feltrin avalia que o enxugamento no quadro de funcionários já era previsto e faz parte do processo de readaptação da Globo as novas mídias digitais. De acordo com Feltrin, muitos funcionários que recebiam como pessoa jurídica e foram demitidos têm processado a emissora exigindo direitos trabalhistas não pagos durante os anos de contratação. Por isso, segundo ele, o objetivo da Globo nas mudança dos contratos é evitar processos trabalhistas futuros.

Poder 360


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