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O resultado da balança comercial brasileira de 2019 coloca o Rio Grande do Norte como maior exportador de frutas do país, o que impulsionou os bons índices da balança comercial potiguar no ano passado. Mas, além do destaque na exportação de frutas, o RN também se destacou na exportação de pescados. Através de redes sociais, o secretário estadual de Planejamento, Aldemir Freire, informou que o RN também foi lidera a exportação de peixes frescos ou refrigerados.

"Além do Rio Grande do Norte liderar as exportações brasileiras de frutas, também lidera as exportações de peixes frescos ou refrigerados (geralmente atuns). Em 2019 o Brasil exportou US$ 38,2 milhões em peixes frescos ou refrigerados", disse o secretário. Desse total, US$ 12,2 milhões saíram pelo território potiguar.

Ainda segundo o secretário, em 2019, o RN exportou US$ 349,3 milhões. Foi o maior volume de exportações desde 2009. Destaque para as exportações de frutas (US$ 158,2 milhões).

No geral, a balança comercial brasileira teve, em 2019, o menor superávit desde 2015. O saldo ficou positivo em US$ 46,7 bilhões, 19,6% abaixo do registrado em 2018. Segundo o Ministério da Economia, o resultado é explicado pelas quedas tanto no valor das exportações quanto das importações.

No caso das exportações, a redução foi puxada pelo menor valor de vendas externas de produtos manufaturados. Automóveis, autopeças, veículos de carga e plataformas para extração de petróleo estão entre as maiores reduções, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. O valor das exportações de manufaturados foi de US$ 77,4 bilhões, US$ 8,7 bilhões abaixo de 2018 e média diária menor em 11,1%.

Segundo a pasta, o aprofundamento da crise argentina foi um dos fatores que prejudicaram as exportações de manufaturados. O país vizinho é um dos principais mercados para automóveis e outros veículos. As vendas de manufaturados brasileiros para a Argentina tiveram redução de US$ 5,2 bilhões no ano passado.

Os semimanufaturados como couros, óleo de soja, açúcar e celulose também tiveram menor valor de exportação em 2019.

Governo quer equilibrar elevação das exportações com importações

Mesmo os produtos básicos, como a soja, tiveram desempenho pior que em 2018.

No caso da soja, um dos principais produtos da balança comercial brasileira, a queda no valor das exportações foi de US$ 6,7 bilhões, para US$ 26,3 bilhões em 2019. A média diária caiu 21,3% em relação a 2018. Segundo o Governo, a crise da febre suína na China teve influência nesse resultado e não foi compensado pelo aumento na exportação de carnes.

Em todo o ano de 2019, as exportações somaram US$ 224 bilhões, registrando queda de 7,5% na comparação com a média diária de 2018. Já as importações chegaram a US$ 177,3 bilhões, com redução de 3,3% na média diária mesma comparação.

Na divulgação dos dados da balança comercial, o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz disse que o foco da agenda não passa pela obtenção de saldos, mas sim pela elevação da corrente de comércio – ou seja, do volume de exportações e importações somados.

O secretário observou ainda que a piora no desempenho se deve muito mais à queda nos preços dos produtos do que à redução nas quantidades demandadas. No caso das exportações, a quantidade caiu 0,3%, enquanto o preço teve diminuição de 3,8%. Já nas importações, a variável preço encolheu 4,3%, enquanto as quantidades aumentaram 4,2%.

Jornal De Fato


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