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Situações extremas, como as vividas em uma pandemia, podem levar à ansiedade, ao estresse e ao esgotamento mental. Nesse contexto, os cuidados para manter a saúde física e mental se tornam ainda mais relevantes.

Segundo a professora de Psicologia da UnB (Universidade de Brasília), Valeska Zanello, é comum sentir pânico e negação ao longo do processo. Ambos, afirma, podem levar a diferentes reações. “Nesse 1º momento, teve gente que ficou até em euforia, porque se sentiu de férias”, disse.

“A tendência é que, daqui para a frente, isso [as medidas tomadas para evitar o contágio] comece a afetar cada vez mais nossa vida”, afirma a docente, que coordena o grupo de pesquisa em saúde mental e gênero no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Ela cita tédio, angústia e ansiedade como os principais sentimentos de uma experiência como esta. “A preocupação também é 1 sentimento muito comum”, explica.

Ela recomenda, porém, que “mesmo esses sentimentos ‘negativos’” sejam compartilhados. Dessa forma, acabam tendo 1 impacto menor na saúde mental, avalia.

“É muito importante ter uma rotina, 1 projeto, […] fazer algo que você sempre quis e nunca teve tempo para manter a cabeça em outras coisas que não só acompanhando a pandemia”, sugere. Para ela, o distanciamento social –medida adotada para a contenção da propagação do coronavírus– não pode ser sinônimo de isolamento afetivo.

Para isso, sugere encontros virtuais. “Tem várias formas [de fazer isso]: uma live, falar por Facebook, por Facetime, por Skype…”, enumera. Ela relata que há famílias que até jantam juntas por meio de uma ligação em vídeo. “Estar em contato com quem a gente gosta e nos faz bem. Isso é muito importante”, resume.

ATIVIDADE FÍSICA É ALIADA

Outra iniciativa que pode ser positiva para lidar com o período são os exercícios físicos. Além de melhorar da circulação sanguínea e a oxigenação do cérebro, ela previne —ou, pelo menos, reduz— a ansiedade e o estresse. O motivo é a liberação de endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar.

No entanto, deve-se prezar também pela segurança e pela prevenção ao novo coronavírus. O  personal trainer Emerson Barros pede cuidado para escolha de 1 local seguro para a prática esportiva. Sugere o jardim de casa ou a garagem. “Mesmo que você tenha acesso a 1 parque em 1 momento vazio, prefira não usar equipamentos públicos”, afirma.

Para isso, profissionais do ramo tem adaptado o trabalho para as redes sociais. Ao Poder360, indicou algumas atividades que podem ser feitas em casa:

Agachamento: sente-se e levante-se da cadeira repetidas vezes. Se preferir, pode realizar o exercício com uma mochila pesada nas costas até o chão desde que bem ajustadas às costas para não prejudicá-las;

Levantamento de peso: deite-se em 1 tapete e usar garrafas de água ou saco de arroz para adaptar 1 supino (exercício para levantar peso). Se preferir, pode combiná-lo com o de tríceps testa —realizado a partir da extensão de cotovelo;

Flexão: para imitar a carga de 1 peso utilizado na academia use uma sacola com objetos.

RECOMENDAÇÕES DA OMS

A Organização Mundial da Saúde lançou 1 guia para as pessoas manterem a saúde mental em tempos de isolamento social. Eis as recomendações:


  • pratique empatia e solidariedade;
  • refira-se aos atingidos pela infecção viral como “pessoas com covid-19”, por exemplo. Tratar como “casos de covid-19” ou “vítimas” reforça o estigma da doença;
  • Informe-se por meios de comunicação confiáveis e evite excesso de conteúdo;
  • Busque o autocuidado. Alimentação saudável, apoio emocional, exercícios físicos, descanso, ter rotina de sono e manter contato com familiares e amigos a distância podem ajudar;
  • Tabaco, álcool ou outras drogas podem agravar o quadro de medo e de estresse;
  • Tente manter a rotina —ou adaptá-la ao momento atual.
Poder 360


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